Roy Rudnick e Michelle Weiss partiram de São Bento do Sul no dia 17 de agosto de 2014 para sua segunda volta ao mundo de carro. Em 439 dias, percorreram 57.457 quilômetros. Cruzaram toda a América, de Santa Catarina até a latitude 70º no extremo norte do Alasca (EUA). Nesse percurso percorreram por 12 países, atravessaram praias paradisíacas, florestas, desertos e montanhas. Agora o casal passa os últimos dias no continente americano antes de embarcar para a Ásia em dezembro e encarar aquela que deve ser a maior aventura de toda a viagem: dirigir sobre rios congelados durante o inverno russo.

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— Estamos felizes, cansados, entusiasmados. A viagem é sempre um pacote de emoções. Todos os dias há uma coisa nova, um lugar incrível, um novo amigo, um animal que nunca havíamos visto antes, histórias e mais histórias. Estamos fazendo o que realmente gostamos — descreve Rudnick.

Apesar dos lugares que servem de inspiração para quem acompanha a viagem pelo site oficial e por reportagens, cruzar o mundo de carro também tem perrengues e complicações. Problemas mecânicos com a Land Rover, que serve de casa para o casal, são constantes com tantos quilômetros rodados. Cada situação é também pretexto para conhecer uma nova oficina, passar mais tempo em alguma cidade e contar as histórias no site Mundo Por Terra.

— Em uma viagem como essa aprende-se muito de mecânica, culinária e idiomas. A gente também aprende a tolerar mais um ao outro e manter a calma. Em alguns momentos precisamos conviver com frio, calor, umidade, poeira, lama, neve e para superar precisamos economizar todos os recursos, como água e energia para garantir o máximo de conforto por mais tempo — avalia Rudnick.

Confira lugares que o casal passou até o Alasca

Na Colômbia, os catarinenses passaram por dois momentos marcantes. O primeiro deles foi a de Réveillon no Deserto de Tatacoa, iluminado pelo luar. O segundo não foi tão agradável: diversos equipamentos de imagem, GPS, Ipad, além de cartões, foram furtados na cidade de Cartagena. A decepção pelo ocorrido virou alegria cinco meses depois quando o casal conseguiu recuperar o valor perdido em um projeto de financiamento coletivo, que contou com a ajuda de 391 pessoas.

— O desfecho dessa história se tornou algo bem legal e de muita interatividade. Agora por todos os lugares que vamos compramos cartões para mandar e as pessoas nos respondem agradecendo. A maioria das recompensas para quem nos ajudou já foram enviadas, como livros, fotos, mas temos mais de 550 cartões para enviar — conta Michelle.

Sequência da viagem

Durante o mês de novembro Roy Rudnick e Michelle Weiss vão seguir pelo Canadá e encarar temperaturas negativas durante o inverno no Hemisfério Norte. Em dezembro, eles rumam para o sul até a cidade de Seattle (EUA) de onde despacham o carro de navio até a cidade de Vladivostok, na Rússia.

— Precisamos estar entre janeiro e março na Rússia, para que as estradas de inverno, que em alguns casos são rios, ainda estejam congeladas — explica Roy.

Essas estradas congeladas levarão os dois aventureiros novamente a latitude 70º N, dessa vez no extremo norte da Rússia, durante o inverno. A expedição Mundo por Terra - Latitude 70º tem como objetivo atingir por três vezes esse ponto acima do Círculo Polar Ártico. A primeira vez foi no Alasca, o segundo deve ser na Rússia e o terceiro está planejado para a Noruega, por volta de dezembro de 2016.

Até lá o casal terá cruzado por todo o continente asiático e parte da Europa e estará perto de retornar para a América do Sul. Quando Roy Rudinick e Michelle Weiss partiram de São Bento do Sul, em agosto de 2014, a previsão de retorno era fevereiro de 2017, mas em relação ao plano original estão três meses atrasados - ou três meses a mais viajando.

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DIÁRIO CATARINENSE
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