Confira dicas básicas para quem sonha em abrir um food truck Claudia Baartsch/Especial

Quem trabalha com food truck tem a possibilidade de mudar de ponto e participar de festivais e feiras

Foto: Claudia Baartsch / Especial

Parece fácil, parece barato e parece divertido. Não deixa de ser verdade, mas em partes: montar um food truck é como qualquer outro empreendimento, que exigirá conhecimento e, de preferência, experiência. Além disso, o investimento é menor do que o de restaurantes fixos, mas depende do estilo de carro e do produto. E, se trabalhar na rua, em um lugar diferente a cada semana, parece uma diversão, também terá pontos negativos.

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A coordenadora do núcleo setorial de food trucks da Câmara de Dirigentes Lojistas de Florianópolis, Juliana Silva, alerta para os pontos fortes e pontos fracos de montar um restaurante "sobre rodas".

— O ponto forte é a versatilidade, a flexibilidade de negócio. Você poderá adaptar o cardápio e o preço com mais frequência e ir aonde o cliente está. O ponto fraco é a logística complexa — é como os dois lados da moeda.

Entre as possibilidades do food truck está, além de poder mudar de ponto (pelo menos em sua essência, já que a legislação de muitas cidades está criando pontos fixos para os carros), a participação em festivais e feiras. Está cada vez mais comum que os trucks sejam convidados para eventos particulares, como festas de empresas e lançamentos de lojas, e até mesmo em festas de casamento.

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O investimento médio para dar início ao food truck varia, principalmente, com o tamanho do carro. Ele pode ficar entre R$ 30 a 300 mil — no caso dos caminhões, por exemplo. O retorno dependerá da capacidade de atendimento e da quantidade de tempo que o empreendedor decidir ficar na rua. A participação em festivais também é importante: em eventos como o Festival Food Truck, que ocorre durante três dias em Joinville, é possível atender a mais de mil clientes. Neste caso, o retorno do investimento pode vir entre 12 a 36 meses depois.

Confira outras dicas:

Cardápio: Optar pelo cardápio é o primeiro passo: é ele que definirá a estrutura que você precisará ter. Por exemplo, se quiser fazer hamburgueres, a estrutura do truck não pode ser pequena.

PRODUTOS DIFERENTES: Não é proibido oferecer comidinhas comuns, como coxinhas ou cachorros quentes, mas lembre-se que o cliente não vai optar por um food truck com preços mais altos para comer o que pode comprar em qualquer lugar. Se a receita não for diferenciada — com ingredientes inéditos ou especiais — no mínimo ela precisa ser oferecida em formato criativo e inovador.

MARKETING: A primeira parte do marketing do food truck é a própria estrutura. A identidade visual do carro será o primeiro motivo para o cliente optar ou não pelo seu restaurante. Depois disso, as redes sociais estão à disposição: use-as para mostrar seu produto e para informar a localização.

APRESENTAÇÃO: Seguir as leis da Vigilância Sanitária é uma questão óbvia, mas no dia a dia isso deve ser seguido à risca também porque seu cliente estará mais perto do cozinha do que em um restaurante comum. Isso inclui o relacionamento entre os funcionários: tudo o que for dito dentro do food truck poderá ser ouvido.

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