A cúpula mundial dos povos sobre as mudanças climáticas, cujos resultados serão debatidos na COP21, em Paris, em dezembro, começou no sábado em Tiquipaya, centro da Bolívia, com apelos urgentes em defesa do planeta e da vida.

O presidente boliviano, Evo Morales, que inaugurou o evento - que conta com a presença de 2.000 delegados de países de cinco continentes -, disse que "daqui devemos pensar em como salvar a mãe Terra para salvar a vida".

Um conceito similar foi formulado pelo ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, ao alertar em seu discurso que "o que está em jogo é simplesmente a vida, a sua, a de seus filhos, a das espécies, a do planeta", segundo a tradução oficial.

"Vim aqui (...) para ouvir sua mensagem e quando em algumas semanas for presidir a COP21 terei em mente o que ouvi e vi aqui e tentarei 'fazer eco'", acrescentou Fabius.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, estimou mais tarde que para abordar as mudanças climáticas é preciso "um acordo robusto em Paris, que seja um compromisso para todos os países".

Para Ban, a COP21 de "Paris tem que ser um ponto de inflexão em nosso esforço coletivo para proteger a mãe Terra".

Também defendeu que "os países desenvolvidos têm que oferecer um caminho político crível para cumprir seus compromissos de contribuir com 100 bilhões de dólares até 2020 (para combater as mudanças climáticas), isto é crítico para conquistar confiança, solidariedade e igualdade".

O evento, que se estenderá até segunda-feira, contará no encerramento com a presença dos presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Venezuela, Nicolás Maduro, de acordo com os organizadores.

* AFP

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