Magia da tradição e amor por Blumenau reúnem diferentes gerações nos desfiles da Oktoberfest Edemir Garcia/Divulgação

Os desfiles fazem parte da vida de Rita Schürmann desde 1984

Foto: Edemir Garcia / Divulgação

O desfile da Oktoberfest programado esta quarta-feira foi cancelado por causa da chuva, mas não vai esfriar os ânimos daqueles que vão atravessar a Rua XV de Novembro no próximo sábado, às 16h, na última apresentação da 32ª edição da festa.

A diretora social do Tabajara Tênis Clube, Rita Schürmann, 64 anos, lembra da primeira vez que os blumenauenses atravessaram a Rua XV para festejar sua força e alegria. Para ela, é como se aquele desfile tivesse acabado há poucas horas.

Algumas décadas depois de Rita ter se encantado, o administrador Arthur Otto Roesener, 26, sentiu a mesma emoção ao levar alguns amigos turistas para assistirem ao desfile no ano passado e resolveu fazer sua estreia na passarela de Blumenau em 2015. O que une gerações tão diferentes no mesmo momento da festa? A alegria de celebrar Blumenau.

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Os desfiles fazem parte da vida de Rita desde 1984, quando ela olhou pela janela de seu apartamento e viu um carro que representava um tacho de chocolate:

– Era do Emílio Schramm e do Fernando Costa e eles estavam com as filhas deles. Eu tenho quatro filhas, mas na época eram só três, e então eu fui com elas e fiquei encantada com tudo aquilo, a alegria, a festa... Colocamos as meninas naquele carro no final do desfile, elas amaram, e hoje os filhos delas já desfilam na Oktober.

Rita também já participou de outras comemorações da cidade, como os Jogos Abertos de Santa Catarina e os 150 anos de Blumenau. Para ela, é natural que o desfile se aperfeiçoe, e as edições atuais permitem que as pessoas aproveitem mais o momento e consigam interagir com todos os grupos, já que a apresentação não é tão extensa. Rita ressalta algo que permanece desde o início – e que ela acha que não pode acabar: a alma e o amor do blumenauense pela cidade e pela tradição, que para ela transparecem em cada um dos participantes.

Além de desfilar, ela é uma das pessoas que organiza o grupo do Tabajara, ou seja, vive os desfiles em sua plenitude. E quando começa a travessia pela Rua XV, a diretora descreve a única coisa que sente: emoção.

– Quem nunca desfilou não tem a mínima noção do que é. Quando a gente entra e começa a interagir com as pessoas, blumenauenses e turistas, e eles nos elogiam e nos agradecem por receber as pessoas tão bem e de uma maneira tão bonita, é muito emocionante.

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Essa energia e emoção das pessoas que assistem ao desfile faz muito bem pra gente. Na infância, Arthur não gostava muito de participar de desfiles. Quando ele ganhou a liberdade de decidir o que fazer da própria vida, passou a curtir a Oktoberfest apenas nos setores do Parque Vila Germânica.

O encantamento pelas travessias veio quando ele levou amigos paulistas para assistirem à apresentação no ano passado. Enquanto as atrações passavam diante de seus olhos, Arthur redescobriu a tradição de sua cidade e se encantou pela dedicação das pessoas àquele momento.


Foto: arquivo pessoal

A oportunidade de participar do desfile surgiu em 2015 e, quando o convite chegou, ele não pensou duas vezes: aceitou na hora. O administrador é um dos integrantes de um dos mais novos grupos a desfilar na Oktoberfest, o Bonde do Pato – Ente Strassenbahn, em alemão – e não esconde a empolgação.

– A melhor coisa é sentir que você faz parte de algo maior, de um momento único da cidade, e é gratificante a interação com o público – revela.

Ele confirma que, a partir de agora, o seu plano para os próximos anos é desfilar sempre:

– É uma experiência que eu não abro mão. Tenho muito carinho pelo desfile. Quero ter 60 anos e ainda participar – projeta.


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