Escavações na Serra revelam detalhes da vida dos Proto-Jê, um povo que habitava Santa Catarina há mil anos Rafael Corteletti/arquivo pessoal

Vista aérea do sítio de escavação na Vinícola Abreu Garcia, em Campo Belo do Sul, na serra catarinense

Foto: Rafael Corteletti / arquivo pessoal

Cinco séculos antes de os portugueses avistarem o Brasil existiam povoados indígenas organizados em diversas regiões de Santa Catarina, mesmo no interior, longe das praias. Uma pesquisa em andamento, que envolve três universidades da Inglaterra e cinco do Brasil, mostra um retrato da vida na Serra catarinense nos anos 1000 depois de Cristo.

O achado permite uma das mais fiéis recriações da história de nosso território durante o período histórico Pré-Colombiano, na América, e Idade Média, na Europa. Indígenas construíam pequenas cidades, plantavam feijão e mandioca, coletavam pinhão e produziam cerveja de milho, bebida que regava as celebrações e os funerais dos chamados Proto-Jê. Eram milhares – apesar de ainda não existir uma estimativa mais precisa – e compunham os 8 milhões de indígenas que habitavam o Brasil antes do descobrimento pelos portugueses.

Em Santa Catarina, a pesquisa está investigando fósseis e outros artefatos arqueológicos encontrados em um sítio de ritual funerário localizado em Campo Belo do Sul, próximo a Urubici, em parte do território onde hoje funciona a Vinícola Abreu Garcia. Análises indicam que o local começou a ser utilizado no século 13. Funcionava como o cemitério para os indígenas da região, que na tradição dos Proto-Jê é chamado de danceiro.

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DIÁRIO CATARINENSE
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