Ex-catador que recolheu 3 mil livros no lixão se prepara para concluir o doutorado na UFSC Diorgenes Pandini/Agencia RBS

Dody teve que disputar comida com urubus na época em que trabalhava no lixão

Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

"Naquele tempo o mundo era ruim. Mas depois se consertara, para bem dizer as coisas ruins não tinham existido" (Vidas Secas) 

A frase retirada do romance Vidas Secas, do escritor brasileiro Graciliano Ramos, resume bem a história de Dorival Gonçalves Santos Filho, 33 anos. Mas com um detalhe: as coisas ruins da vida dele existiram. Dorival passou mais de 15 anos tirando o sustento do que foi descartado pelos outros, no lixão. A reviravolta veio das páginas dos livros, recolhidos no ambiente de invisibilidade, como ele define. Foram mais de 3 mil obras, incluindo um de seus preferidos e com o qual se identifica, o Vidas Secas. Hoje, Dorival ou Dody, como é conhecido, cursa doutorado em Linguística da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis. 

A primeira lembrança dele do lixão, que com um código próprio chamavam de garimpo, remete aos quatro anos. Quando acompanhado da mãe, das duas irmãs mais velhas e de uma mamadeira já remexia os entulhos em busca de ouro, como era chamado o cobre, ou prata, que era o alumínio. 

Confira toda a história do ex-catador de lixo em reportagem especial. 

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