Especialista enumera os pilares das empresas comprometidas com o futuro Elis Pereira/Divulgação

Foto: Elis Pereira / Divulgação

Com mais de 40 anos de experiência em empresas e um grande currículo na área, o membro do conselho diretor da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS) Júlio Moura Neto pede pelo engajamento das empresas em um mundo melhor. Júlio foi um dos palestrantes do painel "Política, Desenvolvimento e o Futuro do Brasil", que ocorreu na tarde de quinta-feira na Conferência Mundial de Empresas Juniores (Junior Enterprise World Conference - JEWC). O evento segue até o próximo dia 23, no Centro de Convenções Luiz Henrique da Silveira, em Canasvieiras, em Florianópolis.

- Quando eu comecei nessa área, só pensava em lucro, em marketing. Mas aprendi que isso não é tudo. Uma empresa não pode ter sucesso a longo prazo se a sociedade fracassar - explica.

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No encontro, Júlio, que também foi vice-presidente do Conselho Mundial Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (World Business Council for Sustainable Development), resgatou nove pilares a serem adotados por empresários para um futuro melhor.

1. Mudança na cultura de valores: é preciso resgatar a visão de que todos integramos uma mesma comunidade, estamos interligados. Portanto, precisamos agir de acordo com o que é bom para todos e pensar nos impactos de nossas ações para o ambiente.

2. Desenvolvimento humano: não há evolução social sem que todos tenham suas necessidades básicas, como alimentação e saúde, atendidas. Por isso, os esforços empresariais devem trabalhar também nesse sentido.

3. Nova economia: para mundo sustentável, é imprescindível pensar no impacto ambiental da produção de cada produto. Se uma empresa tira do sistema de alguma maneira, ela precisa encontrar formas de compensar isso, para manter a fonte de recursos.

4. Agricultura eficiente: especialistas falam da necessidade de expandir a produtividade. Considerando a projeção de crescimento da população mundial, em 2050, a agricultura precisa ter o dobro da capacidade que ela tem hoje, para dar conta da demanda.

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5. Atenção às florestas: é preciso desenvolver maneiras de barrar o desmatamento e, mais do que isso, recuperar áreas degeneradas. A Coalizão Brasil Clima, organização que pretende atuar em diálogos e ações em prol do meio ambiente no Brasil, estabelece diretrizes nesse sentido, levando em conta as mudanças climáticas.

6. Aumento de energias renováveis: fontes renováveis são outro pilar rumo ao desenvolvimento. Os especialistas apontam a necessidade de se aumentar ao menos 20% do consumo de fontes limpas até 2050.

7. Edifícios com saldo energético zero: como a intenção é reduzir os impactos das ações humanas no ambiente, é necessário pensar em edifícios autossuficientes em termos energéticos. No caso, a energia consumida pelo edifício pode ser gerada ali mesmo, por meio de fontes como energia solar fotovoltaica, por exemplo.

8. Mobilidade mais limpa: sustentabilidade passa por mobilidade mais limpa. Por isso, é necessário promover meios de transporte com baixo sistema de carbono, como os metrôs de superfície.

9. Cuidado aos materiais: a meta para esses especialistas seria nenhuma partícula de desperdício até 2050, ou seja, os empresários precisam se comprometer com o descarte dos resíduos de maneira correta e com a reutilização de materiais.

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*Este conteúdo foi produzido pelo Estúdio DC, bureau especializado em conteúdo de marca

 

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