Kleyde superou a doença por ter feito diagnóstico precoce Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Durante o mês de setembro, a Sociedade Catarinense de Coloproctologia chamará a atenção para as complicações do câncer de colorretal, também conhecido como câncer de intestino, que entre os anos de 2016 e 2017 deve atingir 2.180 novas pessoas em Santa Catarina, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). A campanha chamada de Setembro Verde estará presente em oito cidades do Estado e busca a conscientização da população para o diagnóstico precoce, que pode garantir a cura de 70% a 90% dos casos.

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O destaque fica para a programação de Itajaí, que acontece nesta sexta-feira, sábado e domingo, no Centreventos. Além da presença de especialistas para tirar dúvidas sobre a doença, o público poderá interagir com um intestino gigante e conhecer todas as partes do órgão humano enquanto caminha por dentro dele.

Superbactérias estão presentes em hospitais de Santa Catarina

Durante todo o mês, clínicas particulares das cidades catarinenses onde ocorrerá a campanha irão entrar em contato com pacientes na fila do SUS para realizar gratuitamente os exames preventivos. Cada clínica fará até 10 exames em parceria com a campanha.

— Essa é a nossa principal ação do Setembro Verde. Vamos evitar que algumas pessoas esperem até dois anos para um diagnóstico preciso da doença — explica Elisa Treptow Marques, presidente da sociedade catarinense de coloproctologia.

O câncer colorretal é o quinto mais recorrente no Brasil, ficando atrás apenas de pele não melanoma, próstata, mama e traqueia, brônquios e pulmão.

Salva pelo diagnóstico precoce

Elisa reforça a importância de se estar atento aos primeiros sintomas, que são sangue nas fezes, dores de barriga com mais de 30 dias de duração e anemia. Quando o câncer é detectado precocemente, às vezes pode ser removido com cirurgia sem necessidade de quimioterapia ou radioterapia. Este foi o caso da advogada Kleyde Chagas, que se curou sem necessidade de tratamentos agressivos.

— Percebi os sintomas em 2005 e no período de semanas fiz o diagnóstico e a cirurgia que removeu o tecido com câncer — lambra Kleyde.  

Kleyde, que também superou um câncer de mama em 2000, adotou novos hábitos alimentares e de saúde após a cura. Reforçou a dieta com peixes e produtos orgânicos e também passou a prestar mais atenção aos exames anuais. Outra mudança adotada foi na forma de encarar a vida:

HU pretende aumentar em 30% os atendimentos 

— Decidi aproveitar mais e viver com menos estresse — conta a advogada.

Confira as cidades onde ocorrerá a campanha:
Tubarão, Joaçaba, Concórdia, Indaial, Blumenau, Brusque, Itajaí e Florianópolis

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