O medicamento Riluzol está em falta em Santa Catarina desde dezembro de 2016, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. O remédio é o principal tratamento para controlar um mal degenerativo sem cura: a esclerose lateral amiotrófica (Ela), que atinge 128 pessoas em SC. O remédio também não é fornecido em outros 11 Estados e no Distrito Federal. 

A esclerose lateral amiotrófica é uma fraqueza muscular que ocorre por comprometimento dos neurônios motores. Estima-se que pelo menos 10 mil pessoas no Brasil sejam portadoras de Ela, que provoca o endurecimento dos músculos, levando à perda progressiva dos movimentos. A doença, de difícil diagnóstico e sem cura, ganhou notoriedade em 2014, com o desafio do balde de gelo, que viralizou ao redor do mundo em busca de contribuições para pesquisas sobre a Ela.

Élica Fernandes, gerente executiva e social da Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (Abrela), uma rede nacional de informações e orientações sobre a doença, explica que a falta de medicamento desrespeita a legislação, que regulamenta desde 2002 a distribuição de Riluzol para os portadores de Ela. 

— O medicamento aumenta a sobrevida e a qualidade de vida do paciente. Ou seja, retarda a evolução da doença e proporciona mais tempo de vida, o que faz a diferença para muitas pessoas, até mesmo pelo lado emocional, já que o portador da doença sabe que está sendo cuidado — esclarece.

A Secretaria de Estado da Saúde confirmou que houve falta do medicamento Riluzol entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, devido atraso de um fornecedor. A nova compra foi realizada e deve chegar ao Estado até a próxima quarta-feira, 22. Considerando a logística de distribuição para os municípios, a expectativa é que o medicamento chegue a todos os pacientes até a primeira semana de março.

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