"Animais marinhos não são atrações turísticas", destaca associação R3 Animal Caroline Dellepiane / Arquivo pessoal/Arquivo pessoal

Foto: Caroline Dellepiane / Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

Por meio de nota, a R3 Animal, associação sem fins lucrativos que auxilia a Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) e Polícia Militar Ambiental no tratamento e resgate de animais apreendidos e vítimas da ação humana em Santa Catarina, destacou que a presença de animais, como o elefante-marinho visto em Coqueiros e Palhoça na última semana, não deve ser encarada como um atrativo turístico.

O animal visto nos últimos dias é um elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina), que vem para o litoral brasileiro em busca de alimentos e precisa de descanso antes de retornar ao habitat de origem. 

Apesar de despertar a curiosidade da população, a médica veterinária e presidente da R3 Animal, Cristiane Kolesnikovas, ressalta que é imprescindível que as pessoas não se aproximem e permitam que o animal descanse. 

— É uma espécie muito comum nas regiões de águas frias, dos Hemisférios Norte e Sul, que vem para o nosso litoral em busca de alimentos. Antes do retorno, é comum o elefante-marinho-do-sul  repousar na orla das praias por até uma semana. Quando não consegue descansar, o animal fica estressado e não tem força suficiente para retornar ao habitat de origem — explica.

A R3 Animal também informa que algumas pessoas entraram em contato relatando que curiosos estão jogando água e cutucando a boca do animal com pedaços de madeira para fazer registros fotográficos. 

— Precisamos lembrar que o elefante-marinho-do-sul é uma animal selvagem e que não pode ser uma atração turística. Além disso, a luz emitida pelos flashs das câmeras e telefones, a aproximação constante e a água jogada no animal pelas pessoas são completamente estressantes — ressalta Cristiane.

As diferenças entre o elefante-marinho e o leão-marinho

O animal que apareceu na Grande Florianópolis não é um leão-marinho, mas um elefante-marinho. Uma das diferenças entre os animais está na forma de locomoção. O elefante-marinho apoia o corpo nas nadadeiras, que ficam direcionadas para frente. No caso do leão-marinho, as nadadeiras ficam direcionadas para a cauda.

Outra diferença são as orelhas, presentes no leão-marinho e ausentes no elefante-marinho. Dada a origem dos nomes, o elefante-marinho macho apresenta o focinho em formato de tromba e o leão-marinho macho possui uma juba que assemelha-se a de um leão.

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