Após reajuste do preço dos combustíveis nas refinarias, repasse do aumento ao consumidor de SC ainda é incerto Tadeu Vilani/Agencia RBS

Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Pego de surpresa com o anúncio feito pela Petrobras na última quinta-feira de que o preço dos combustíveis nas refinarias será reajustado, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis, Joel Fernandes, diz ainda ser cedo para saber se o valor será repassado ao consumidor. O aumento médio divulgado foi de 4,3% no valor do diesel e 2,2% da gasolina. 

— Na segunda-feira devemos receber o produto já com o aumento e, então, vamos estudar se vale a pena elevar o preço. Se houver, a estimativa é de cerca de R$ 0,04 no diesel e R$ 0,02 na gasolina, mas geralmente não repassamos pequenos valores. Muitas vezes a categoria acumula alguns aumentos, banca por um período, para depois realizar o reajuste mais para frente — explica.

No fim de janeiro, a estatal havia anunciado uma revisão no preço do combustível, com redução de 1,4% na gasolina e 5,1% no diesel. Desde a redução, o valor médio da gasolina em Santa Catarina esteve em queda por cinco semanas consecutivas, entre fevereiro e março (de R$ 3,706 a R$ 3,672), segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Nas cinco semanas seguintes, o valor teve variações e chegou ao menor preço do período, registrado na primeira semana de abril (R$ 3,601). 

Preço hoje

Segundo dados coletados pela ANP na última semana, entre 9 e 15 de abril, em 246 postos de 22 municípios catarinenses, atualmente, o maior preço médio é praticado em São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste de SC (R$ 3,874), seguido por Biguaçu (R$ 3,819) e Florianópolis (R$ 3,807). As cidades com a média mais baixa são todas do Vale do Itajaí: Brusque (R$ 3,408), Blumenau (R$ 3,444) e Itajaí (3,449).


No comunicado da última quinta-feira, a Petrobras reafirma a política de revisão de preços pelos menos uma vez a cada 30 dias, conforme princípio da política anunciada:

"Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas por nós nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores", informou em nota.

Entenda o aumento

Segundo a Petrobras, o reajuste se deve à elevação dos preços dos derivados nos mercados internacionais desde a última decisão de preço, que mais que compensou a valorização do real frente ao dólar, e por ajustes na competitividade da estatal no mercado interno.

"É preciso destacar ainda que o comportamento dos preços de derivados foi marcado por volatilidade nos mercados internacionais em resposta a evento geopolítico, como o ocorrido na Síria", destacou a companhia em nota.

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