Hotéis da Serra de Santa Catarina projetam 95% de ocupação no feriadão de 1º de maio Diorgenes Pandini/Agencia RBS

Pousada Fogo Eterno, em Urubici, é uma das mais tradicionais da região, mas está lotada para a folga de Dia do Trabalhador

Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

A massa de ar frio e seco que deve predominar no Estado catarinense nos próximos dias, inclusive ao longo do feriadão de Dia do Trabalhador (1º de maio), tem animado os turistas. Na Serra de Santa Catarina, onde há a expectativa de geada ao amanhecer, empresários esperam preencher 95% dos 5 mil leitos à disposição dos amantes das baixas temperaturas. Visitantes catarinenses, gaúchos, paranaenses, paulistas, cariocas, e até nordestinos e argentinos são aguardados nos municípios de São Joaquim, Urubici, Lages, Urupema, Bom Jardim da Serra e Bom Retiro, que concentram os principais hotéis e pousadas.

Presidente do Serra Catarinense Convention & Visitors Bureau, Pedro Paulo Goulart da Silva lembra que este será o terceiro feriado prolongado consecutivo. A boa movimentação tem se repetido nessas ocasiões, segundo ele, que é proprietário de uma pousada de São Joaquim, Capital da Maçã. 

— De algum tempo para cá, em todos os feriados temos sempre expectativa bacana na movimentação da rede hoteleira, especialmente neste, com a possibilidade de termos o primeiro frio significativo da temporada. Na minha pousada, a projeção é de 95%, quase 100% de ocupação — diz. 

No mês passado, durante a 4ª Vindima de Altitude, festa que celebra a colheita de uva, os leitos da região também ficaram completamente preenchidos. Eventos como esse, aliados ao frio, demonstram a necessidade de ampliação da rede hoteleira na Serra, conforme detalha Goulart da Silva. 

— Durante a Vindima, também aproveitamos para "vender" as nossas pousadas e hotéis. E a movimentação tem se estendido para outras datas. Os 5 mil leitos acabam sendo pouco e, em feriadões, infelizmente não conseguimos suprir a demanda, que é principalmente de turismo doméstico — avalia. 

Ainda conforme o empresário, cerca de 80% dos turistas têm feito as reservas a partir de sites como Booking e Decolar, que funcionam como "vitrines" das propriedades para visitantes de todos os lugares. Na primeira ferramenta, em uma busca de suíte para as noites sexta-feira, sábado e domingo em São Joaquim, a informação que constava até as 12h50min desta terça-feira era de que só restavam sete acomodações. Os preços para as três diárias vão de R$ 300 a R$ 3.648. 

Quando a cidade de Urubici é pesquisada, o site informa que 96% das propriedades já estão reservadas para a data, restando somente três acomodações. Na sequência, o serviço dá a opção de reservar em municípios próximos, como Bom Jardim da Serra e Bom Retiro. 

Movimentação também deve ser intensa nas vinícolas

Nem só de frio vive a Serra catarinense. Na região, existem cerca de 35 vinícolas, que comercializam aproximadamente 160 rótulos — alguns, inclusive, premiados no Brasil e no mundo. Atentas ao turismo, essas empresas costumam abrir as portas para que os visitantes conheçam os vinhedos (das variedades Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Sangiovese, Montepulciano e Touriga Nacional), a produção e os próprios vinhos. 

Uma das mais antigas, a Villa Francioni diz ter recebido cerca de 1 mil turistas nos dois últimos feriados. Para o próximo, do Dia do Trabalhador, são esperadas em média 500 pessoas, que podem agendar previamente a visita guiada pelo site com degustação em horários entre 10h30min e 16h. O passeio custa R$ 30 e dura 1h30min. 

De acordo com a Vinho de Altitude — Produtores Associados, grande parte das vinícolas estará aberta aos turistas no próximo fim de semana e feriado. O cenário, conforme o presidente Guilherme Grando, é favorável ao vinho catarinense de altitude. 

— Existe um interesse cada vez maior pelo nosso produto, que está focado em qualidade, não em volume. O consumo vem aumentando cerca de 15% ao ano nos últimos dois anos, o que tem motivado o incremento na produção e o lançamento de novos rótulos, além de investimentos no enoturismo — argumenta Grando, que ainda comemora o faturamento estimado em R$ 150 milhões por 1,4 milhão de garrafas.

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