Prefeitura quer descentralizar venda de artesanatos em Florianópolis Léo Cardoso/Agencia RBS

Foto: Léo Cardoso / Agencia RBS

Artesãos da Feira da Maricota participaram na tarde desta segunda-feira de uma sessão da Câmara de Vereadores para defender a permanência entre o Ticen e o Mercado Público, na Avenida Paulo Fontes, no Centro de Florianópolis.

De acordo com o presidente da Associação Feira da Maricota, Flávio Dytz, os artesãos querem oficializar a permanência no local por meio de uma lei. Eles temem que a prefeitura mude a localização do evento.

— Vamos aguardar a manifestação da prefeitura e lutar para que a feira continue — afirmou.

O secretário municipal de Cultura, Esporte e Juventude, Márcio Alves, afirma que, por enquanto, a feira não mudará de lugar. Segundo ele, a prefeitura está organizando a atividade dos artesãos e planeja ampliar o número de feiras em diferentes bairros de Florianópolis, descentralizando a atividade. O secretário afirma, no entanto, que deve ocorrer uma reorganização do espaço público para evitar que a área interfira na circulação de pessoas ou na paisagem dos prédios públicos.

Outro ponto é o tipo de produto vendido nas barracas. Alves explica que a prefeitura pretende cadastrar os artesãos para saber quais os itens que eles vendem e impedir o comércio de produtos contrabandeados.

— Hoje não está organizado. Queremos definir a ocupação do espaço público de uma forma melhor, além de saber quem são os artesãos, onde eles estão e o que vendem. Isso ajudará na organização das feiras em bairros da cidade — completa.

Segundo ele, uma das comunidades que quer uma feira de artesanato é a Costeira do Pirajubaé, no sul da Ilha. De acordo com o secretário, a própria população fez o pedido à prefeitura.

Em janeiro deste ano o prefeito Gean Loureiro sancionou a Lei Complementar nº 602 que define o que é atividade artesanal. O mesmo documento trata da ocupação do espaço público e do funcionamento das feiras. Além de transferir a administração dos eventos para a Secretaria de Cultura, a lei criou a Comissão de Feiras, será composta por representantes eleitos pelos artesãos e outros indicados pela Administração Pública Municipal. Esta comissão que está realizando o levantamento da atividade bem como descentralização da venda de artesanatos, segundo o secretário. 

Polêmica em 2016

No ano passado, uma possível mudança de horário e de local das barraquinhas já havia gerado polêmica. Os artesãos credenciados pelo Instituto de Geração de Oportunidades de Florianópolis (Igeof) não queriam deixar o ponto que já consagrou o evento, em frente ao Ticen e ao Mercado Público. Já a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) sugeria uma junção com a Feira Viva Cidade, que também ocorre aos sábados na rua João Pinto, ao redor da Praça XVAs sugestões foram  analisadas. Após o debate, os artesãos conseguiram a permanência na Avenida Paulo Fontes. 

Leia as últimas notícias da Grande Florianópolis

 Veja também
 
 Comente essa história