Incêndios no Rio Vermelho e Moçambique são controlados, mas áreas ainda exigem atenção Diorgenes Pandini/Agencia RBS

Parque Estadual do rio Vermelho

Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

O tempo seco e a imprudência de algumas pessoas resultaram em nove hectares atingidos pelo fogo no Norte da Ilha, em Florianópolis. No Parque Estadual do Rio Vermelho, o incêndio, que começou na terça-feira, foi controlado nesta quarta por volta das 17h e atingiu cerca de quatro hectares. O fogo teria começado em um ritual religioso com utilização de uma vela. Ainda nesta quarta, outro incêndio afetou cinco hectares no Moçambique, porém também está sob controle. As causas não foram apuradas.

Apesar do fogo ter sido controlado, as áreas ainda exigem atenção, já que há risco de mais fogo. Por isso, a Polícia Ambiental continua monitorando a região:

— O fogo grande foi estancado, o chão está molhado, mas ainda está quente. Então pode secar e voltar a queimar, então estamos monitorando. Mas a população não pode colocar fogo, porque aí não tem jeito — reforça a primeira-tenente da Polícia Ambiental, Tatiana Simões.

Ela lembra que quando a pessoa que causou o incêndio, mesmo que involuntariamente, é identificada, responde por crime ambiental. A pena é de reclusão de dois a quatro anos, além de multa que pode ficar em torno de R$ 1,5 mil por hectare queimado. 

Daniel de Araújo Costa, chefe do Parque Estadual do Rio Vermelho, diz que registrou boletins de ocorrência relatando os focos de incêndio. 

— A comunidade tem que começar a perceber que o dano ambiental é grande e o custo do Estado também. 

Sobre os impactos ao parque, Costa afirma que o fogo foi se alastrando devagar, então os animas conseguiram fugir e a vegetação mais afetada foi de pinus, porém provocou muita fumaça, poluição, além do risco que proporciona

— Nós temos que evitar de qualquer maneira, por enquanto são pequenos incêndios e dá para controlar, mas o risco sempre existe.

O engenheiro florestal Erwin Hugo Ressel Filho, que também é professor da Furb, explica que foi ao local e não encontrou árvores ou animais mortos, pois foi um incêndio superficial e fraco. Mas o especialista reforça que sempre há impactos, principalmente na qualidade do ar do ambiente devido à fumaça. 

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