Nesta semana, Florianópolis registrou o segundo caso de leishmaniose visceral humana em 2017, o tipo mais grave da doença. Felizmente, o homem de 34 anos recebeu tratamento no Hospital Nereu Ramos, nos meses de agosto e setembro, e obteve alta na última quarta-feira, 13.

O homem morava no bairro Pantanal quando apresentou os primeiros sintomas da doença e, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) irá iniciar a investigação ambiental e o inquérito sorológico nos cães encontrados na região. 

A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa grave causada pelo parasita Leishmania infantum, transmitido ao homem através da picada da fêmea do inseto conhecido como "mosquito-palha" que tenha se alimentado do sangue de um animal hospedeiro (reservatório), na maioria das vezes os cães. Por ser um animal doméstico e intimamente próximo ao ser humano, os casos nos cachorros costumam preceder os casos em humanos, funcionando como um alerta.  

Segundo o levantamento da Secretaria de Saúde de Florianópolis, a leishmaniose visceral canina, que antes se concentrava na região da Lagoa da Conceição, agora está distribuída em 34 bairros da Capital. Desde 2010, o CCZ investigou mais de 7.000 cães, em especial nas regiões onde já foi confirmada a presença de animais infectados. 

Em 2017, foram testados 713 cães e detectados 62 casos da doença, segundo último levantamento divulgado pelo CCZ. A maioria localizada na Lagoa da Conceição, no Canto da Lagoa e na Costa da Lagoa, mas bairros como Rio Tavares, Pantanal, Córrego Grande e Itacorubi também estão na lista.

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