Com a morte do reitor afastado Luiz Carlos Cancellier de Olivo  e diante do cenário preocupante em Santa Catarina - que tem uma das maiores taxas de suicídio do país - especialistas reforçam a importância de ficar atento a alguns sinais de alerta que podem auxiliar na prevenção, já que a grande maioria dos casos, cerca de 90%, estão relacionados a transtornos mentais.  

Se agosto foi o mês verde, num movimento para conscientizar sobre a esclerose múltipla, setembro vem chegando também amarelo e traz à tona a discussão sobre suicídio ¿ causas, formas de prevenir e tratar os sintomas. Aliás, pelo menos 90% dos casos estão associados a um transtorno psiquiátrico e a principal forma de prevenção é o tratamento dessas condições - e a conscientização das pessoas: falar sobre suicídio salva vidas.POR QUE ¿AMARELO¿?A cor da campanha foi adotada por conta da trágica história que a inspirou. Em 1994, um jovem americano de apenas 17 anos, chamado Mike Emme, tirou a própria vida dirigindo seu carro amarelo. Amigos e familiares distribuíram no funeral cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio para pessoas que estivessem enfrentando o mesmo desespero de Mike e a mensagem foi se espelhando mundo afora.CONVERSE SOBRE...Dados da OMS ¿ Organização Mundial da Saúde estimam que 800 mil pessoas morram por suicídio ao ano no mundo, o que representa uma morte a cada 40 segundos. É a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 e 29 anos, chegando a ser considerada uma epidemia. E, segundo especialistas, conversar sobre o assunto pode diminuir drasticamente estas estatísticas. Por isso, neste ano, a campanha vem com o tema ¿Conectar, comunicar e cuidar¿. ¿Os comportamentos suicidas, quando identificados por familiares, amigos ou profissionais de saúde, e devidamente abordados, podem evitar este desfecho
Foto: ACP / Divulgação

Um relatório do Ministério da Saúde divulgado em setembro apontou que as maiores taxas de suicídio estão concentradas na região Sul. Entre 2011 e 2015, os maiores índices foram registrados nos estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Mato Grosso do Sul que apresentaram, respectivamente, 10,3, 8,8 e 8,5 óbitos por 100 mil habitantes. 

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