Santa Catarina terá três novas escolas militares a partir de 2018 Cristiano Estrela/Diário Catarinense

Alunos do colégio militar em Florianópolis têm de formar pelotões, prestar continência e cantar hinos todos os dias

Foto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense

Santa Catarina terá mais três escolas militares a partir de 2018. A definição veio de uma reunião na tarde desta quarta-feira entre o governador Raimundo Colombo, o secretário de Estado da Educação Eduardo Deschamps, representantes da Polícia Militar e os secretários executivos das Agências de Desenvolvimento Regional. As unidades serão implantadas em Blumenau, Joinville e Laguna. 

Em Blumenau e em Joinville serão oferecidas vagas já para o próximo ano letivo e em Laguna, a previsão é que as aulas comecem em 2019, porque a escola Jerônimo Coelho onde deverá funcionar a unidade, passará por reformas.

Em Joinville, as aulas do Colégio Militar serão na Escola Osvaldo Aranha e em Blumenau ainda será definido o local de funcionamento. Cada uma das unidades vai ofertar 35 vagas para o 6º e 7º anos do ensino fundamental. 

— Estamos criando mais três colégios militares que vão reforçar a Educação em Santa Catarina e a estrutura que já tem resultados muito significativos e também uma procura muito grande por parte da população — destacou o governador.

O secretário de Estado da Educação, Eduardo Deschamps, explicou que ainda serão definidos detalhes técnicos e operacionais, mas que todo o processo deverá estar concluído até o final de novembro quando começa o período de matrículas na rede estadual de ensino. 

Atualmente, são dois colégios militares em SC - um em Florianópolis e outro em Lages - que atendem 530 alunos. 

OS COLÉGIOS MILITARES EM SC

Florianópolis
Escola: Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires (criada especificamente pela e para a corporação)
Alunos: 392
Professores: 25 admitidos em caráter temporário (ACTs) cuja folha de pagamento é responsabilidade da Polícia Militar
Funcionários: 14 policiais militares no corpo administrativo, oito funcionários civis, quatro pedagogas ACTs, três bombeiros militares, uma psicóloga civil ACT e um agente temporário.
Manutenção: a PM diz que mantém a escola com orçamento próprio, inclusive no pagamento de pessoal, mas conta com doações pontuais da SED, que variam desde livros até financiamento de laboratório

Lages
Escola: Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires (implantado inicialmente no polo de ensino à distância da Universidade Aberta do Brasil, de responsabilidade da SED, mas posteriormente transferido para a escola Melvin Jones, no bairro Gethal)
Alunos: 138 alunos em quatro turmas do ensino fundamental (6º e 7º ano)
Professores: nove admitidos em caráter temporário (ACTs) cuja folha de pagamento é responsabilidade da PM
Funcionários: nove policiais militares no corpo administrativo, cinco pedagogas ACTs, quatro monitores, três bombeiros militares e uma funcionária civil da PM.
Manutenção: a PM diz que mantém a escola com orçamento próprio, mas conta com doações pontuais da SED, que variam desde livros até financiamento de laboratório.

Em 2018:

Joinville
Escola: Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires (a ser implantado na escola estadual Osvaldo Aranha, no bairro Glória)
Alunos: duas turmas de 35 alunos do 6º e 7º ano do ensino fundamental.
Professores: ainda não há informações a respeito do número que seria necessário.
Funcionários: há um acordo em curso para tratar desse aspecto. A PM almeja que os professores sejam contratados pela SED e os demais profissionais cedidos da reserva remunerada da corporação.
Manutenção: a expectativa é de que seja divida entre PM e SED, com maior peso na Educação.

Blumenau
Escola: Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires (a Secretaria de Desenvolvimento Regional tem duas opções de escolas para implantar, mas ainda não há uma definição).
Alunos: duas turmas de 35 alunos do 6º e 7º ano do ensino fundamental
Professores: Ainda não há informações a respeito do número que seria necessário
Funcionários: há um acordo em curso para tratar desse aspecto. A PM almeja que os professores sejam contratados pela SED e os demais profissionais cedidos da reserva remunerada da corporação.
Manutenção: a expectativa é que seja divida entre PM e SED, com maior peso na Educação.

Em 2019:

Laguna
Escola: Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires (a ser implantado no centenário Colégio Jerônimo Coelho em 2019).
Alunos: ensino fundamental e ensino médio.
Professores: Ainda não há informações a respeito do número que seria necessário.
Funcionários: há um acordo em curso para tratar desse aspecto. A PM almeja que os professores sejam contratados pela SED e os demais profissionais cedidos da reserva remunerada da corporação.
Manutenção: a expectativa é que seja divida entre PM e SED, com maior peso na Educação. Caso isso não aconteça, a Secretaria de Desenvolvimento Regional indica que seriam necessários R$ 100 mil mensais de repasse para custeio.

AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO MILITARIZADA

Esses espaços costumam ter regimentos internos bastante rígidos, além de um cotidiano quase ritual. Confira algumas práticas:

- Cantar hinos (da cidade, do Estado, do Brasil etc) todos os dias pela manhã;
- Formar pelotões todos os dias pela manhã;
- Saber marchar e prestar continência;
- Ter um rodízio de um regente de classe que, dentre outras tarefas, fica responsável por informar os alunos faltantes ao professor;
- Limpar a sala de aula ao final de cada dia;
- Ter no currículo a disciplina de Instrução Geral da Polícia Militar, que percorre todos os anos e dá a noção sobre o trabalho da corporação;
- Usar uniforme;
- Não pintar unhas ou cabelo.

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