Sobrevoo registra aumento na concentração de baleias-francas no litoral de Santa Catarina Claudio Guerra / Chilicom / Grupo ACQUAPLAN/Grupo ACQUAPLAN

Foto: Claudio Guerra / Chilicom / Grupo ACQUAPLAN / Grupo ACQUAPLAN

O segundo sobrevoo da temporada da baleia-franca no litoral Sul de Santa Catarina registrou um aumento na concentração de cetáceos na região. O período de pico de ocorrência da espécie é setembro, quando o estudo foi feito, mas os números só foram divulgados essa semana. Ao todo, 49 baleias, sendo 24 pares de fêmea e filhote, além de uma adulta solitária, foram avistadas entre as cidades de Florianópolis e Torres-RS. No primeiro sobrevoo, em agosto, 29 indivíduos da espécie foram encontrados.

A análise prévia do número de baleias-francas que frequentam a Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca dá sinais de que a população deve ser maior do que no ano passado. Algumas das baleias avistadas pelo Grupo ACQUAPLAN, que realizou o monitoramento, foram identificadas por terem passado por aqui em anos anteriores. Uma das fêmeas, monitorada em 2007, está de volta a Santa Catarina acompanhada do filhote.

— O fato de termos observado um número maior de baleias na região da APA da Baleia Franca mostra que é possível estar ocorrendo uma normalização do número médio de baleias que frequentam a costa catarinense, mas somente as próximas observações e análises dos dados poderão confirmar se isso está mesmo ocorrendo, atualizando-nos sobre a relação entre número de filhotes nascidos aqui e a quantidade de alimentos na Antártica — explica o oceanógrafo Emilio Dolichney, responsável pelo sobrevoo.

A observação aérea é parte do Programa de Pesquisa e Monitoramento das Baleias Francas no Porto de Imbituba e Adjacências, desenvolvido pela SCPar Porto de Imbituba . Na região do sobrevoo, a maior concentração de baleia foi avistada no Sul do Estado, 10 no extremo Sul e 13 no município de Balneário Rincão. 

Segundo o gerente de meio ambiente da SCPar Porto de Imbituba, Robson Busnardo, o principal objetivo do programa é a preservação da espécie e a continuidade das operações portuárias de forma a minimizar o impacto em seu habitat marinho.

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