A prova do Enem, agora realizada em dois domingos é uma avaliação bastante extensa, na qual o candidato deve saber dosar seu tempo para que consiga responder adequadamente ao maior número de questões.

Conflitos a retomar

Nesse sentido, na prova de 2017 algumas apostas podem ser feitas à luz das ciências humanas, como é o caso de História, Filosofia e Sociologia. Para a primeira, vale a pena ficar atento a algumas datas emblemáticas como a Revolução Pernambucana ou a Revolução dos Padres, de 1817, também à Greve Geral de 1917, Revolução Russa Burguesa (fevereiro) e Bolchevique (outubro), além de elementos como as Guerras Mundiais e a Guerra Fria. Sempre recomendo aos estudantes que, na dúvida, priorizem conteúdos envolvendo conflitos de qualquer espécie.

Mito da Caverna

Na Filosofia, o Enem costuma ter uma predileção por filosofia clássica e filosofia moderna, dando ênfase na primeira aos conceitos mais básicos em Platão - Mito da Caverna -, Sócrates e aos pré-socráticos com elementos como physis e arché. Já para a segunda, sempre fique atento à filosofia política como em Hobbes', Maquiavel, Locke e Rousseau. Geralmente o exame costuma ter algumas questões mais conceituais, porém boa parte delas são interpretativas, por isso ler adequadamente o texto de apoio se torna fundamental, ok?

Fique atento aos assuntos-chave

Já na Sociologia, considerando todas as recentes mudanças políticas no Brasil, há ainda a dúvida se alguns temas polêmicos como gênero e etnia estarão presentes, como em outros anos. Porém, alguns assuntos costumam ser chave, como cultura, indústria cultural e etnocentrismo. Assim, atenção a conceitos como identidade e alteridade, cultura de massa e cultura das massas e relativização cultural.

Para esse ano, considerando os 500 anos da Reforma Protestante (1517), vale a pena ficar ligado neste tema e na sua relação com sociologia, a partir do pensamento de Max Weber expresso na famosa obra A ética protestante e o espírito do capitalismo, na qual o autor tenta relacionar o sucesso do sistema capitalista nos países do norte da Europa ao caráter majoritariamente protestante daqueles povos.

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