Capital registra três casos autóctones de leishmaniose visceral humana este ano Marco Favero/Agencia RBS

Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Florianópolis já registrou três casos autóctones de leishmaniose visceral humana neste ano. O caso mais recente foi confirmado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) na última quinta-feira (14). Segundo informações da Prefeitura, a paciente de 14 anos mora no bairro Rio Tavares, no Sul da Ilha, e está internada desde o dia 1º em um hospital particular. O seu estado é considerado estável. 

A Vigilância Epidemiológica do município confirmou que a adolescente foi infectada na Capital. A Vigilância em Saúde está fazendo uma investigação ambiental e o inquérito sorológico em cães encontrados na região.

Outros casos 

O primeiro caso de leishmaniose visceral humana contraído em território catarinense foi registrado em agosto deste ano, em um homem de 53 anos, morador do bairro Saco dos Limões. A segunda ocorrência foi confirmada no mês seguinte, em um homem de 34 anos, morador do bairro Pantanal.

Doença grave

A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa grave causada pelo parasita Leishmania infantum, transmitido ao homem através da picada da fêmea do inseto conhecido como "mosquito-palha" que tenha se alimentado do sangue de um animal hospedeiro — na maioria das vezes, em áreas urbanas, os cães.

Segundo a Secretaria de Saúde, a leishmaniose visceral canina, que antes se concentrava na região da Lagoa da Conceição, agora está distribuída em 34 bairros de Florianópolis. Só neste ano, foram detectados 62 casos da doença, de acordo com o último levantamento divulgado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

Para saber mais sobre a doença, a Prefeitura da Capital disponibiliza um site com perguntas e respostas. 

* Rádio CBN Diário

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