Catarinense deve gastar R$ 158 nas compras para o Dia dos Pais Cristiano Estrela/Diário Catarinense

Cristiane Mendes Gastão e o filho Claudinho escolhem o presente para o pai Claudio Gastão da Rosa

Foto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense

O catarinense deve gastar um pouco a mais neste ano para presentar o seu pai. De acordo com a pesquisa da Fecomércio-SC realizada em sete cidades de Santa Catarina, a expectativa de compra média para o Dia dos Pais é de R$ 158,06 — cerca de 1,8% maior que o levantamento de 2017. E esse leve crescimento pode ser explicado pela maioria dos entrevistados estar em situação financeira melhor que no ano passado.

A data será muito especial para Robson Vieira, pai da pequena Esther, de apenas quatro meses. Pensando em formas de marcar o primeiro Dia dos Pais do marido, Gabriela Borba estava andando por um shopping de Florianópolis na manhã desta terça-feira. Seu objetivo era comprar algo que pudesse marcar a relação e possa servir de memória para o pai e a filha.

— Não necessariamente precisa ser algo caro, então estou procurando algo que realmente faça sentido pra esse momento dos dois e seja algo acessível, em torno de 200 reais. Quero algo que possa incentivar a relação dos dois, algo que marque e algo que possa contribuir com ele. É o primeiro, então tô meio perdida, sempre comprei pro meu pai e era mais fácil — comenta, entre risadas, a jovem.

Ao contrário de Gabriela, a maior parte dos entrevistados (54%) na pesquisa pretende comprar roupas e itens de vestuário no Dia dos Pais. Perfumes e itens cosméticos vem em seguida, com 15% da preferência dos consumidores. Outros 12% devem comprar calçados e 2,5% produtos eletroeletrônicos.

A tarefa é um pouco mais difícil, e cara, para Cristiane Mendes Gastão da Rosa. Ela também procurava pelo presente ideal do Dia dos Pais no shopping da Capital. E para que cada um dos três filhos possa dar um presente para o pai, Cláudio Gastão da Rosa, Cristiane planejava gastar até mil reais com a data.

Entre as sete cidades pesquisadas, Joinville deve ter o maior crescimento na compra dos presentes. Se no ano passado os moradores do município pretendiam pagar R$ 125, neste ano a expectativa subiu para R$ 146 — aumento de 17,7%. Em compensação, Blumenau foi a cidade pesquisada com maior tendência de redução nas compras, caindo 5% — de R$ 155 em 2017 para R$ 147 neste ano.

Outra informação importante da pesquisa é que a maioria dos entrevistados de todas as cidades afirmam que a sua situação financeira está melhor neste ano em comparação com o ano passado. O índice é de 38,7% em Santa Catarina, enquanto 34% afirmam que a sua situação está igual ao ano passado e 27,2% declaram que a condição pessoal está pior que no Dia dos Pais de 2017.

Confira o gasto médio previsto por cidade

Blumenau: R$ 147,51
Chapecó: R$ 157,14
Criciúma: R$ 169,80
Florianópolis: R$ 162,07   
Joinville: R$ 146,77  
Lages: R$ 147,24  
Itajaí: R$ 176,03  
Santa Catarina: R$ 158,06   

"Confiança do consumidor está em alta"

O presidente da CDL Florianópolis, Lidomar Bison, afirma que os empresários estão animados com as vendas de Dia dos Pais. O dirigente comenta que o consumidor está mais confiante neste ano, por isso houve a estabilização no valor de consumo médio no Estado. Além disso, a confiança pode tirar o comércio, principalmente na área do varejo, de uma "espiral negativa" que foi criada durante a crise. 

— As pessoas estavam guardando dinheiro, fazendo economias, gastando com cautela, havia pouca confiança na economia, o que afetava o varejo. Mas conversando com o varejo vemos que essa confiança está voltando. Apesar das notícias de escândalos políticos ocorrendo em paralelo, vemos que as pessoas despertaram com ânimo de animação que anima bastante o comércio — destaca o presidente da CDL Florianópolis.

Lidomar Bison explica que, apesar da confiança em alta, os consumidores devem encontrar preços mais baixos nas lojas. Isso ocorre pelos descontos do fim da coleção de inverno e pelo consumo baixo dos últimos anos, o que levou muitos lojistas a diminuir a variedade de opções oferecidas ao público. 

— Expectativa é de renovação nas prateleiras durante os próximos dois anos. O objetivo é voltar a oferecer produtos com valor agregado, muitas vezes importados, que perderam espaço para os produtos mais básicos nos últimos anos — finaliza Bison.

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