Agressor de Bolsonaro "queria que o golpe fosse fatal", diz associação médica Reprodução / AMB/AMB

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Em nota emitida após o ataque a Jair Bolsonaro em Juiz de Fora, Minas Gerais, a Associação Médica Brasileira (AMB) lamentou o ocorrido e afirmou que o presidente da entidade, Lincoln Ferreira, estava em contato com os médicos que acompanham o candidato para monitorar seu estado de saúde. A AMB destacou o local onde a facada atingiu o candidato:

"Quem fez sabia o que estava fazendo e queria que o golpe fosse fatal", afirmou a entidade. A associação também disse que o país não deve  "permitir que as eleições se transformem em um verdadeiro vale-tudo".

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Bolsonaro foi operado no Hospital Santa Casa de Juiz de Fora na noite de quinta-feira (6), e transferido para o Hospital Albert Einsten, em São Paulo, nesta manhã. Seu estado de saúde é considerado estável pelos médicos. 

Confira a nota da AMB na íntegra:

“ATAQUE A BOLSONARO ATINGE A DEMOCRACIA

A facada desferida contra o abdômen de Jair Messias Bolsonaro feriu não só o candidato líder das pesquisas para a presidência da República, mas também a democracia brasileira. Provavelmente as investigações chegarão à conclusão de que o ataque foi premeditado, dado o local onde a facada foi dada. Quem fez sabia o que estava fazendo e queria que o golpe fosse fatal.

A Associação Médica Brasileira ratifica a posição da entidade em defesa da democracia e lamenta que, em pleno ano de 2018, o país ainda esteja vulnerável a situações como esta.

Lamentamos este triste e grave episódio e nos solidarizamos com a família da vítima neste momento de tão grande apreensão e angústia. O presidente da AMB, Lincoln Ferreira, médico cirurgião mineiro, está em constante contato com a Santa Casa de Juiz de Fora. A cirurgia, que acabou por volta das 19 horas, transcorreu bem e a hemorragia foi controlada. O paciente está sendo atendido por uma equipe altamente capacitada e comprometida.

Desejamos que em breve possamos ter boas notícias sobre a recuperação do deputado. Isso é importante não só para ele e sua família, mas principalmente para a democracia brasileira. O Brasil não pode sucumbir aos desmandos, à injustiça, à impunidade e permitir que as eleições se transformem em um verdadeiro vale-tudo.

Associação Médica Brasileira”.

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