Confirmado mais um caso de chikungunya em SC Salmo Duarte/Agencia RBS

Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Foi confirmado mais um caso de febre chikungunya contraído em Santa Catarina. Esse é o quarto caso autóctone (contraído dentro do Estado) da doença neste ano. Os três primeiros foram registrados no Oeste de SC (dois em Cunha Porã e um em São Miguel do Oeste) e o mais recente foi em Itajaí. No total, são 14 registros da doença em SC em 2018, sendo que 10 foram contraídos em outros Estados. 

A paciente de Itajaí, de 33 anos e residente no bairro Cordeiros, recebeu tratamento e passa bem, inclusive já retornou ao trabalho, informou em nota a Secretaria de Saúde de Itajaí. A pasta diz ainda  que o Núcleo e Controle de Zoonoses da Vigilância Epidemiológica do município realizou todas as ações preventivas necessárias. Além disso, nenhum outro caso relacionado a esse foi identificado até o momento.  

A febre de chikungunya, infecção viral que pode evoluir para uma doença crônica, marcada por dores nas articulações que persistem por meses ou até anos, é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A transmissão da doença dentro do Estado acende o alerta, diz João Fuck, coordenador estadual do Programa de Controle da Dengue da Dive-SC:

— A transmissão é um reflexo do aumento do número de foco. É um cenário que preocupa até porque a gente está em período que começa a esquentar e que chove intensamente, o que facilita a proliferação do Aedes.  

Fuck afirma que o primeiro caso autóctone da doença em SC foi em Itajaí em 2015. Neste ano, a cidade, além do caso contraído no município, teve dois casos importados, um infectado no Pará e outro no Rio de Janeiro. O coordenador diz que é fundamental manter os cuidados contra o mosquito durante todo o ano, eliminando criadouros e evitando, principalmente, locais que podem acumular água. 

 

Focos do Aedes aegypti

 Até o dia 15 de setembro de 2018, foram identificados 12.491 focos do mosquito Aedes aegypti em 153 municípios. Comparado ao mesmo período de 2017, quando foram identificados 8.659 focos em 139 municípios, houve um aumento de 44,3%. 

Santa Catarina permanece com número recorde de municípios infestados pelo Aedes aegypti: 74. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve um incremento de 21,3% no número de municípios infestados pelo mosquito que transmite dengue, zika e ckikungunya, já que na época 61 que faziam parte do grupo.


Zika e vírus e dengue

Os dados são do boletim da  Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC), que também mostra que o número de casos de dengue e de zika vírus não sofreu alteração em comparação ao último relatório. São 53 casos de dengue, sendo que 33 foram contraídos dentro de SC, 26 em Itapema, seis em Balneário Camboriú e um em Camboriú.    

Já em relação ao zika vírus, um caso importado foi confirmado em um morador de Piratuba, no Meio-Oeste, que teria contraído a doença no Mato Grosso.


O que é febre de chikungunya?

É uma infecção viral causada pelo vírus chikungunya, que pode se apresentar sob forma aguda (com sintomas abruptos de febre alta, dor articular intensa, dor de cabeça e dor muscular, podendo ocorrer erupções cutâneas) e evoluir para as fases subaguda (com persistência de dor articular) e crônica (com persistência de dor articular por meses ou anos). O nome da doença deriva de uma expressão usada na Tanzânia que significa "aquele que se curva".

Pessoas que estiveram, nos últimos 14 dias, em cidade com a presença do Aedes aegypti ou com a transmissão da febre de chikungunya e apresentarem os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para o diagnóstico e tratamento adequados.


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Reportagem especial: Inimigo invisível

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