Cai taxa de detecção de aids em Santa Catarina Red Ribbon/WORLD BANK / Creative Commons

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A taxa de detecção de casos de aids caiu em Santa Catarina. Segundo relatório do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira, foram 26,8 casos da doença notificados a cada 100 mil habitantes no Estado em 2017. Esse é o quinto maior índice do país. Apesar de ainda estar entre as maiores taxas, o resultado apresenta uma melhora, já que em 2016 SC aparecia com a terceira maior taxa entre os Estados: 30,5. 

Ainda conforme o levantamento da pasta, SC teve a quarta maior queda na taxa de detecção do país (20,5%) entre 2007 e 2017, atrás de Rio Grande do Sul (36,3%), São Paulo (24,9%) e Distrito Federal (22,9%). No Estado, em 2007 foram detectados 33,7 casos a cada 100 mil habitantes, e passou para 26,8 em 2017. No país, passou de 20,2 para 18,3 no período. 

A taxa de detecção da doença em crianças menores de cinco anos também caiu no Estado. Em 2017, foram 1,4 casos a cada 100 mil habitantes - em 2016 eram 2,5. O  Ministério da saúde atribui essa diminuição significativa da transmissão vertical do HIV, quando o bebê é infectado durante a gestação, ao aumento da testagem na Rede Cegonha, que contribuiu para a identificação de novos casos em gestantes.  No país caiu de 2,3 casos em 2016 para 2 em 2017. 

O coeficiente de mortalidade por aids em SC também registrou queda. Em 2017 foram 5,7 mortes por 100 mil habitantes, já em 2016 foram 6,2. Em 2007, o Estado tinha coeficiente de 9,4 mortes. Para o Ministério da Saúde,  a garantia do tratamento para todos, lançada em 2013, e a melhoria do diagnóstico contribuíram para a queda de mortes, além da ampliação do acesso à testagem e redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento. 


Autoteste disponível em Florianópolis em 2019

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza teste rápidos para a detecção do vírus nas unidades de saúde do país. Como a detecção do vírus impacta no início precoce do tratamento, a partir de janeiro também haverá na rede pública a oferta do autoteste de HIV para populações-chave e pessoas e parceiros em uso de medicamento de pré-exposição ao vírus. 

No ano que vem, serão distribuídas 400 mil unidades, inicialmente como um projeto piloto. Em Santa Catarina inicia em Florianópolis. Além da Capital, também será disponibilizado em São Paulo, Santos, Piracicaba, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e São Bernardo do Campo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Porto Alegre, Belo Horizonte, Manaus.

O autoteste de HIV já é vendido nas farmácias privadas do país, mas os resultados não podem ser utilizados para o diagnóstico definitivo. Em caso de resultado positivo, o Ministério da Saúde orienta que o usuário busque o serviço de saúde para testes complementares. 

Nas caixas de autoteste de HIV, distribuído pelo SUS, haverá um número 0800 do fabricante para tirar dúvidas e dar orientações aos usuários. Este serviço funcionará 24 horas e 7 dias por semana. Além disso, o usuário pode tirar dúvidas pelo Disque Saúde 136 e no site.

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