Com oito cães e uma gata, casal de Florianópolis adaptou rotina para atender aos pets Diorgenes Pandini/Diario Catarinense

Foto: Diorgenes Pandini / Diario Catarinense

O amor pelos patudos levou Juliana Alexandre Rocha e o esposo Jackson May a aumentar consideravelmente a família. Nove animais de estimação vivem atualmente com o casal e o filho. São oito cachorros ao todo: Pablo, Mel, Anita, Fiona, Lola, Pity, Scooby e a Maia, além d uma gatinha que recentemente passou a fazer parte do grupo. A empatia com os animais também foi uma herança de família para Juliana. 

— Meu pai gostava de tudo quanto é bicho. Pombo, porquinho da índia, também estava sempre aparecendo com um cachorro, sempre gostou e cuidou muito dos animais. Acho que eu herdei isso dele — recorda a orçamentista.

A família começou a aumentar aos poucos. Primeiro veio o Pablo, em 2007. Chegou como um presente da cunhada para Kauã, o filho de 14 anos. Na época, os três moravam em um apartamento. Hoje, o poodle acinzentado já não enxerga mais em função de uma catarata. Foi graças ao Pablo que Juliana adotou a Mel, a segunda mais velha do octeto, quando a família já vivia em uma casa. Na sequência, chegaram Anita, as irmãs Lola e Fiona,
Pity e Scooby. Maia, a última dos caninos a ser adotada, é cria da cachorra de um vizinho de Juliana. Ela e outro filhote ficaram sob os cuidados do casal por duas semanas até que uma conhecida da família se interessou pelo irmãozinho de Maia e o adotou.

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— Eu fui levar ele aos prantos. Chorava igual guri pequeno. Eu disse que nunca mais faria isso, de colocar cachorro para dentro de casa e depois ter que doar. Aquilo me cortou o coração, eu soluçava dentro do carro.

A chegada da gatinha

O pacote de adoções da família foi fechado com a vinda de uma gatinha – a Gato. Há oito meses, Jackson, que é promotor de merchandising, se deparou com uma caixa com filhotes disponíveis para adoção ao chegar ao trabalho. Ele, que dizia não gostar dos felinos, ligou para a esposa na hora perguntando se ela queria adotar algum deles.

— Eu falei "já disse pra ti, não fica me perguntando essas coisas, porque eu vou querer cuidar" — lembra Juliana.

A orçamentista explica que inicialmente o nome da gata era Cacau, mas Jackson acabou rebatizando o felino.

— Ele chamava só de "Gato", aí acabou ficando. Você chama assim e ela vem. Hoje ela é a maior paixão da vida dele — conta Juliana.

A relação dos cães com a felina foi tranquila. Inclusive, passou a adotar hábitos caninos, como o de se esparramar próximo ao portão na hora de tomar sol. 

 PALHOÇA, SC, BRASIL, 15.11.2018: Juliana Alexandre Rocha e Jackson May cuidam de oito cachorros e uma gata (que se chama Gato). (Foto: Diorgenes Pandini/Diario Catarinense)Indexador: Diorgenes Pandini
Gato, a gata que se tornou o xodó de Jackson, é a única felina em meio aos oito cãesFoto: Diorgenes Pandini / Diario Catarinense

Rotina adaptada para atender às necessidades dos peludos

Quando o número de cães superou ao de humanos na casa, que Juliana e o esposo decidiram optar por facilitar o serviço e montar um espaço particular de banho e tosa: construíram um tanque com uma ducha, adquiriram uma máquina para tosar os cães de pelos longos e um soprador, todos equipamentos próprios de petshop. O bem-estar dos companheiros sempre foi levado em conta na vida da família. Ao construir a casa que atualmente vivem, a área externa de lazer foi tratada como prioridade para que os cachorros tivessem um local confortável e espaçoso para dormir e brincar. 

Juliana conta que pelo fato de todos terem sido adotados filhotes, eles sempre tinham algum integrante novo para cuidar e, com isso, acabaram se acostumando. Tornou-se costume também para a família não passar mais de dois dias fora de casa. O casal conta que tudo é pensado levando em conta os pets. A família segue uma rotina para garantir que todos sejam tratados da melhor forma. 

— Eles são parte da família, com certeza — finaliza Juliana, sem hesitar.

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