A bancada de Santa Catarina na Câmara e no Senado gastou R$ 7,32 milhões da cota parlamentar em 2016. A cifra é 3,73% maior em relação ao ano anterior e coloca o Estado como o oitavo com integrantes no Congresso Nacional que menos recorreram a esse benefício. O aumento perde para a inflação acumulada no período – 6,3%, conforme o IBGE –, mas passa a ideia de que em uma época de crise, na qual todos os setores tiveram que cortar custos, o Legislativo não fez o mesmo esforço. Os senadores catarinenses ampliaram seus gastos em 5,16%. Os deputados federais, em 3,5%. 

Paulo Bauer (PSDB) foi o senador que declarou as maiores despesas; entre os deputados, Marco Tebaldi (PSDB) lidera com pouca diferença sobre Ronaldo Benedet (PMDB). Pelo segundo ano consecutivo, Jorge Boeira (PP) registrou os menores números, zerando em categorias como alimentação, hospedagem fora do Distrito Federal e combustíveis. Segundo a especialista em gestão pública Paula Schommer, professora da Escola Superior em Administração e Gerência (Esag) de Florianópolis, os valores apresentados não necessariamente estão atrelados ao desempenho de cada parlamentar. 

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Foto: Ilustração: Maiara Santos


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