O acidente que fez Marcos perder parte do dedo seguiu o ritmo da indústria da carne. Em menos de cinco segundos, o indicador passou pela lâmina que separa a cabeça do corpo do frango. Quando a máquina parou, já tinha atravessado nervo e osso.

Há quatro anos, o operário trocou a escassez de emprego no interior da Bahia pela produção frenética dos frigoríficos catarinenses. Passou pela maioria dos setores: pendurou em média 18 aves por minuto, desossou uma coxa de frango a cada 15 segundos e separou centenas de partes miúdas em um dia. Tudo isso em um turno de trabalho de pelo menos nove horas e 48 minutos por um salário de cerca de R$ 1 mil.

Apesar da melhoria nas condições de trabalho, a velocidade das esteiras, o excesso de horas extras e os percursos de três horas para chegar à empresa ainda fazem parte das indústrias  da carne e contribuem para inflar estatísticas de adoecimento e acidentes de trabalho.

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Foto: Arte sobre imagem de Cristiano Estrela / Agência RBS


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