Catarina Rodrigues, 42 anos, convive com uma dor que muitas vezes causa silêncio tal a intensidade: a perda de um filho. Há exatos 50 dias, ela recebeu a notícia que o mais velho, de 24 anos, havia sido decapitado por criminosos em Joinville, no norte do Estado. Era o fim de uma trajetória que se iniciou na adolescência, quando o rapaz começou a usar drogas, e mais tarde o faria desenvolver uma dependência química que o aproximou do crime organizado. Essa realidade não é só de Catarina, mas faz parte do cotidiano de muitas famílias. 

Neste ano, já são 314 mães que como Catarina perderam os filhos para violência no Estado. Ainda em luto, 22 dias depois de enterrar o filho, ela aceitou conversar sobre o sentimento de saudade que compartilha com o marido e as filhas. Mas também sobre a vontade de ajudar a quem passa pela mesma experiência de ter filhos usuários de drogas:

— Abracem seus filhos, nunca joguem eles para fora da casa.

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Foto: Aline Fialho / Arte DC
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