Ritmo e poesia, vulgo rap (do inglês, rhythm and poetry). Junte o break dance, o grafite, os samplers e scratches e está formada a expressão cultural conhecida como hip hop. Arte em cima de arte, ritmo em cima do ritmo, resistência pela resistência. Esse movimento surgiu no anos 1970 como forma de protesto e lazer nos subúrbios de Nova York (EUA), onde as comunidades mais pobres conviviam com diversos problemas sociais — principalmente racismo, tráfico de drogas e violência. Não é diferente na Grande Florianópolis do século 21. 

Nas comunidades periféricas e marginalizadas, a população carece de oportunidades de renda e trabalho de qualidade e fica à mercê do poder paralelo e do braço forte e mão (pouco) amiga do Estado. Tal qual aconteceu com os imigrantes latinos e afro-descendentes norte-americanos que viviam na maior cidade ocidental 40 anos atrás, o hip hop unificou as diferentes quebradas e bairros da Capital catarinense e apresentou novas perspectivas à juventude pobre — e preta em sua maioria.

— O hip hop são cinco elementos: grafite, DJ, B-boys (break dance), o MC (mestre de cerimônias/rapper) e o conhecimento. Dentro disso, o rap tem que falar da quebrada, da violência policial e do Estado, das mortes silenciadas, das pessoas que não têm voz, do sistema carcerário... Tem que falar do que é a nossa crise cotidiana, que a gente só disfarça — avalia Yara Tatiane Espíndola, vulgo Berra, de 24 anos. 

Acesse o especial completo clicando no banner abaixo.

Foto: Marco Favero / Diário Catarinense
 Veja também
 
 Comente essa história