Na mesa das famílias brasileiras até a década de 1970, o frango era uma iguaria. Reservado para ocasiões especiais e almoços de finais de semana, o preparo da ave costumava  ser demorado e custoso. Dos quintais e pequenas granjas para as grandes indústrias, transformou-se em uma alternativa barata nas refeições de todos os dias. Em junho deste ano, chegou ao custo médio de R$ 6,10 o quilo. Estaria em R$ 23,80 se considerado o valor real do produto (descontada a inflação) em 1975, segundo a Embrapa. Isso significa que há 42 anos o preço de uma galinha era quatro vezes maior do que hoje. O cálculo que explica essa matemática virtuosa tem uma variável fundamental: a produtividade.

Líder mundial em ganhos de escala, a avicultura nacional – em especial, a catarinense – tornou-se exemplo em um universo no qual o país ainda avança a passos lentos. O desempenho reflete questões estruturais. Um brasileiro produz, em média, apenas 25% do que um norte-americano. Ou seja: um empregado dos Estados Unidos faz o trabalho de quatro no Brasil. O país está atrás do Peru, do Chile e da Argentina, apenas para citar alguns vizinhos. 

Santa Catarina não chega a ser um modelo e vem perdendo posições no ranking entre os Estados. Entre 2004 e 2013, caiu da sexta maior produtividade por trabalhador do país para a nona colocação. Para retomar o caminho do crescimento, a economia catarinense – e brasileira – vai precisar encontrar a chave para o ganho da produtividade. 

A solução não é simples nem rápida. Requer investimento e planejamento de longo prazo. Para isso, educação, inovação e gestão de qualidade são alguns dos eixos fundamentais. Entre questões estruturais e deficiências históricas do país, algumas empresas conquistam espaço para avançar de maneira independente. Neste especial, conheça esses bons exemplos e saiba o que será preciso para vencer esse desafio.

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