Travessia de barco pelo Rio da Madre é um dos encantos da Guarda do Embaú Felipe Aguillar/Agencia RBS

Fora da temporada, o barqueiro Jarbel estuda Direito na Argentina

Foto: Felipe Aguillar / Agencia RBS

Não é Veneza, na Itália, tampouco gôndolas circulam pelas águas. Mas a travessia de bateira pelo Rio da Madre, na Guarda do Embaú, em Palhoça, também tem seu charme. Por R$ 2 uma pessoa atravessa 150 metros do rio até a praia. Para voltar, paga-se novamente.



O sol desta terça-feira movimentou a Guarda, uma das praias mais famosas e paradisíacas da Grande Florianópolis. Miguel Sanches, de 47 anos, veio com a família de Buenos Aires, na Argentina, só para fazer o passeio de bateira:

— Estamos hospedados em Florianópolis. Vimos as fotos do passeio de barco e viemos conferir.

Barqueiro no verão

Jarbel dos Santos, 22, trabalha há sete anos como barqueiro na travessia do Rio da Madre. Nativo da Guarda do Embaú, ele aproveita a alta temporada para ganhar um troco.

Durante o restante do ano Jarbel troca o barco pelos bancos universitários. Ele é estudante de Direito em Rosário, na Argentina.

A travessia dura em média dois minutos, num dia normal. Dependendo da maré, pode ser feita no dobro do tempo. A parte mais funda do rio chega a 2,20 metros de profundidade.

— Não tem outro jeito. Ou é de bateira ou nadando. Caminhando só se a maré estiver baixa — comenta o barqueiro.
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