A Polícia Civil de Bombinhas instaurou um inquérito para apurar a morte de um homem de 25 anos durante uma farra do boi na semana passada. Jamisson Amarildo dos Santos morreu no sábado após levar uma chifrada de um boi no peito, segundo a polícia. Ele teria participado de uma farra na noite de quarta-feira.

A delegada Luana Backes, que investiga o caso, explica que o irmão da vítima registrou boletim de ocorrência no sábado em função de uma exigência do Hospital Ruth Cardoso para liberar o corpo. Além do ferimento que levou à morte, o laudo da necropsia apontou que Jamisson tinha diversos arranhões nas costas.

— Acreditamos que esses arranhões são decorrentes da trilha que os farristas têm que pegar para chegar até o local da farra. A região é conhecida como Resgate e fica próximo à estrada da Praia da Tainha, um local de difícil acesso e que também dificulta a ação da polícia — afirma.

A delegada relata ainda que irá intimar o proprietário destas terras para saber qual sua participação no crime e quer identificar os outros participantes da farra de semana passada.

Indiciamento

No ano passado, Luana indiciou 12 pessoas que participaram de uma farra do boi na Praia de Canto Grande, em Bombinhas. Eles foram identificados a partir do brinco encontrado no animal e através de fotos na rede social Facebook.

Conforme a delegada, os 12 foram indiciados por associação criminosa e maus tratos aos animais, nove deles também são acusados de corrupção de menores.

— O irmão do Jamisson, inclusive, está entre os indiciados nesse inquérito — observa.

Até agora, segundo Luana, o Ministério Público ainda não apresentou denúncia contra os envolvidos — o inquérito foi concluído em junho. As penas para esses crimes variam de 1 a 4 anos de detenção.

Em 2015, dos cinco bois apreendidos pela Cidasc três eram de Bombinhas. Neste ano, houve denúncias de farras em Florianópolis e Porto Belo, porém sem apreensões de animais.

O SOL DIÁRIO
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