Suicídio entre idosos é o mais comum, entre todas as faixas etárias   Daniel Marenco / Agencia RBS/

Foto: Daniel Marenco / Agencia RBS

Estamos no mês da campanha Setembro Amarelo, instituída com o intuito de trazer à discussão a necessidade de encontrar formas de evitar o suicídio, cuja incidência parece aumentar a cada ano. A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) aproveita a data para alertar sobre a importância de se reconhecer os sinais de depressão no idoso, considerado o principal fator de risco entre aqueles que atentam contra a própria vida. Quase nunca se fala em suicídio entre os idosos, mas ele existe e, infelizmente, em larga escala. 

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Segundo o Relatório Global para Prevenção do Suicídio da Organização Mundial da Saúde, de 2014, o único feito até agora sobre este tema, as taxas mais altas de suicídio estão entre as pessoas acima dos 65-70 anos de idade. Ou seja: são justamente os mais velhos que mais chegam às vias de fato, tirando a própria vida. Em segundo lugar estão os adultos com idades entre os 30 a 49 anos. A SBBG informa ainda que 80% dos idosos que cometem suicídio são homens. 

Estes dados todos são muito mais do que simplesmente números. Indicam que existe a necessidade urgente de se tomar medidas práticas para atender estes idosos antes que eles se sintam tão pressionados, infelizes, solitários e depressivos que optam por tirar a própria vida. 

De acordo com o médico geriatra Ulisses Cunha, a causa mais frequente deste ato desesperado é a depressão não diagnosticada, não tratada ou inadequadamente conduzida. Aproximadamente 70% dos casos de suicídio nesta fase da vida podem ser atribuídos à depressão. As psicoses, demências e abuso de drogas como álcool também são apontadas como causas. Cunha esclarece ainda que em geral os idosos propensos a cometer um ato contra a própria vida dão pistas verbais ou de comportamento. 

Existem, também, os suicidas passivo-crônicos, que são aqueles que cometem um suicídio lento, não claramente manifesto. Por exemplo: recusam alimentação, se negam a seguir prescrições médicas, deixam de tomar os remédios e, até mesmo, provocam quedas. O médico afirma que a forma mais eficaz de combater este mal é através do diagnóstico precoce da depressão e o tratamento da doença. E uma boa dose de carinho no tratamento com os idosos ajuda também muito, com certeza.                     

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