As mudanças no ensino médio brasileiro, que prevêem mais oferta de aulas em período integral para oferecer ensino profissionalizante, foram discutidas ontem na reunião do conselho de governança do Movimento Santa Catarina pela Educação. A entidade é integrada pelas federações empresariais do sistema S, as federações da indústria (Fiesc), comércio (Fecomércio), da agropecuária (Faesc) e dos transportes (Fetrancesc), a secretaria Estadual da Educação e outros líderes e entidades do setor. 

Há um consenso de que sem um avanço no aprendizado por todos estudantes, não é possível alcançar maior desenvolvimento econômico.O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, afirmou que há uma relação direta entre educação e qualidade do emprego. Bruno Breithaupt, presidente da Fecomércio, defendeu ensino de qualidade e oferta de aulas de ética. O empresário assinou um acordo para a Fecomércio participar do programa Novos Caminhos, que apóia estudantes com algum tipo de vulnerabilidade social que estão sob a tutela do Estado. Esse auxílio permite que consigam avançar nos estudos.  

Um dos palestrantes do evento, o diretor de Educação e Inovação da CNI, Rafael Lucchese, lembrou que no Brasil apenas 9,3% dos estudantes fazem curso profissionalizante junto com o ensino médio. Nos países desenvolvidos, essa média está em 50% ou supera isso. Ele informou que a CNI tem um projeto para mudar o programa Menor Aprendiz e, assim, torná-lo mais atrativo. 


Sazonalidade afeta emprego
O fim da temporada de verão no litoral e da colheita da maçã na Serra e Meio-oeste, mais a continuidade da crise, derrubaram a oferta de emprego em Santa Catarina em março. O Estado, após saldo positivo de 26.398 nos primeiros dois meses do ano, fechou 4.638 vagas mês passado. 

O agronegócio liderou a retração, com -3.587, seguido por serviços, com -1.521 vagas, e comércio, com -1.314. Fraiburgo, maior produtor de maçã do Estado, fechou 1.315 vagas em março. Florianópolis (-2.265), Balneário Camboriú (-549) e Itapema (-346) encerraram postos de trabalho na área de serviços de hotéis, gastronomia e outros.  

Não foi suficiente
A indústria de transformação teve saldo positivo de 1.352 empregos no mês e de mais 18.201 vagas no primeiro trimestre. Contudo, essa expansão não foi suficiente para anular os resultados negativos dos demais setores.  

Hora de fazer o IR
Faltam poucos dias do prazo final para fazer a declaração do Imposto de Renda e a maioria ainda não fez. O conselho do Sescon da Grande Florianópolis é que o contribuinte procure uma empresa de contabilidade o mais breve possível para que possa alinhar as informações e caso ainda tenha algum documento faltante. 

Aí, haverá tempo para localizar. No caso de não entregar a declaração dentro do prazo, o contribuinte pagará uma multa que varia de R$165,74 podendo chegar até 20% do imposto devido. O custo de um contador pode não ser caro como muitos imaginam.

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