Desde 2011, a guerra na Síria já deixou mais de 320 mil mortos. Na ação feita pelos Estados Unidos contra base síria, nesta quinta-feira, nove pessoas morreram. De acordo com o Pentágono, navios americanos no Mediterrâneo lançaram 59 mísseis de cruzeiro "Tomahawk" contra a base aérea de Al-Shayrat, na região central da Síria.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusa o presidente da Síria Bashar al-Assad de ser o responsável pelo "terrível ataque de armas químicas contra civis inocentes", que deixou mais de 80 mortos na Síria, na terça-feira.

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Veja os principais fatos que ocorreram desde o início da guerra na Síria:

15 de março de 2011
Início de manifestações no país, governado com mão de ferro por 40 anos pelo regime Assad (Hafez al-Assad e posteriormente seu filho Bashar).

O regime denuncia uma "rebelião armada de grupos salafistas". A oposição se radicaliza e cresce, com apelos à queda do regime.

30 de julho de 2011
Um coronel refugiado na Turquia anuncia a criação do Exército Sírio Livre (ESL), integrado por civis que se somaram à rebelião, treinados por desertores do exército. Outros grupos de tendência islamita se juntam à rebelião.

17 de julho de 2012
O ESL lança a batalha de Damasco. O governo conserva o controle da capital, mas zonas da periferia passam sob controle rebelde. Três dias depois, os rebeldes lançam a batalha de Aleppo.

30 de abril de 2013
O Hezbollah xiita libanês reconhece que combate junto ao regime sírio. O Irã xiita se converte no principal aliado na região do regime de Assad, que pertence à minoria alauíta, um braço do xiismo.

21 de agosto de 2013
Ataque contra duas zonas controladas pelos rebeldes perto de Damasco. O regime é acusado de ter usado gás sarin (1,4 mil mortos, segundo Washington). Em setembro, um acordo russo-americano sobre o desmantelamento do arsenal químico sírio evita a ameaça de bombardeios dos Estados Unidos e da França.

14 de janeiro de 2014
Os extremistas do então Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL) conquistam a cidade de Raqa depois de combates contra rebeldes rivais. No fim de junho, o EIIL passa a se chamar Estado Islâmico (EI) e autoproclama um califado nas amplas zonas conquistadas na Síria e no vizinho Iraque.

26 de janeiro de 2015
O EI é expulso de Kobane, fronteiriço com a Turquia, após mais de quatro meses de combates travados pelas forças curdas com o apoio de bombardeios da coalizão anti-jihadista liderada pelos Estados Unidos.

30 de setembro de 2015
A Rússia, aliada do regime, inicia uma campanha de bombardeios aéreos contra grupos terroristas, entre eles o EI. Os rebeldes e o Ocidente acusam Moscou de atacar sobretudo grupos rebeldes moderados contrários a Assad. Estes bombardeios ajudam o regime, na época prestes a cair, a recuperar terreno.

24 de agosto de 2016
A Turquia lança a operação "Escudo de Eufrates" na província de Aleppo contra dois grupos que considera terroristas: o EI e os combatentes das Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG), aliados de Washington na luta contra os extremistas.

5 de novembro de 2016
A força curdo-árabe apoiada pelos Estados Unidos lança uma grande ofensiva para recuperar Raqa, capital de fato do EI na Síria, paralelamente à ofensiva realizada contra Mossul, o reduto no Iraque do EI.

22 de dezembro de 2016
O regime reconquista Aleppo, sua maior vitória ante os rebeldes desde o início da guerra, graças ao apoio militar de seus aliados russo e iraniano.

30 de dezembro de 2016
Cessar-fogo global entra em vigor em virtude de um acordo fechado sob a égide da Rússia e da Turquia, sem os Estados Unidos.

4 de abril de 2017
86 civis morrem, entre eles 30 crianças, em um ataque químico na cidade rebelde de Khan Sheikhun. A oposição e o Ocidente acusam o regime de ter utilizado "morteiros contendo gás químico", o que Damasco e Moscou negam.

7 de abril de 2017
Os Estados Unidos lançam 59 mísseis contra uma base aérea do centro da Síria. Seis pessoas morrem nos bombardeios, segundo o governo de Damasco.

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