Tucanos se reúnem em SP para definir desembarque do governo Temer Edson Lopes Jr./GESP,Divulgação

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, está presente na reunião

Foto: Edson Lopes Jr. / GESP,Divulgação

A cúpula do PSDB vai se reunir nesta segunda-feira (10), no Palácio dos Bandeirantes, sede do executivo paulista, para definir se desembarca do governo do presidente Michel Temer (PMDB). 

O encontro deve reunir o presidente de honra da sigla, Fernando Henrique Cardoso, o governador de São Paulo, Gerado Alckmin, o governador de Goiás, Marconi Perillo, o prefeito de São Paulo, João Doria, além de outras autoridades da sigla e parlamentares.

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O encontro é classificado como reunião de emergência e começa às 19h30min, horas após a leitura do parecer de Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), relator da denúncia contra Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.  

Neste domingo (9), chamou atenção a declaração de Alckmin, anfitrião da reunião desta segunda. O governador adiantou não ver motivo para o PSDB participar do governo depois da votação da reforma trabalhista, prevista para esta terça-feira (11), no Senado.

A iniciativa de convocar o encontro foi tomada em um momento de acirramento do racha entre os tucanos. 

O senador Tasso Jereissati (CE), presidente interino do partido, disse na semana passada que o País "beira a ingovernabilidade" e o senador Cássio Cunha Lima (PB) afirmou que a gestão Temer "pode estar diante do início do fim". Além disso, existe o temor que a impopularidade de Temer possa contaminar o PSDB nas eleições de 2018.

Na avaliação de Alckmin, os tucanos devem ajudar o Brasil, "mas sem precisar participar do governo". 

Questionado sobre se este é o momento certo para o PSDB sair da base aliada que dá sustentação ao governo Temer, Alckmin respondeu que por ele encerraria a aliança, mas ponderou que o partido tem responsabilidade com o País, ajudando na aprovação das reformas.

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