Após dois dias de buscas, Marinha segue sem pistas de barco desaparecido Lauro Alves/Agência RBS

Foto: Lauro Alves / Agência RBS

O segundo dia de operação para tentar localizar a embarcação Dom Manoel XVI, que desapareceu no mar de Rio Grande na madrugada de sexta-feira (11), terminou sem novidades neste sábado (12). Sete pessoas estavam a bordo da embarcação, todos da região sul do RS. O comando do 5º Distrito Naval, da Marinha do Brasil, responsável pelas buscas, informou que o serviço de varredura segue à noite e no período da madrugada, mas com atuação limitada em razão das condições de visibilidade.

FOTOS: Marinha faz buscas por embarcação desaparecida em Rio Grande 

No fim da tarde deste sábado, por volta das 16h40min, o navio-patrulha P61 Benevente cruzou o canal em direção ao porto de Rio Grande, ancorando nas proximidades da região dos molhes da barra da praia do Cassino. A embarcação foi o principal meio utilizado pela Marinha neste sábado para varrer parte da área da ação. A chuva que atinge o sul do RS, as fortes rajadas de vento e o mar agitado prejudicaram a mobilização. Neste domingo (13), a Marinha deve intensificar as buscas logo ao amanhecer.

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Em alto-mar, as buscas pelo barco estão concentradas em uma área de 576 km², delimitada entre o Navio Altair, embarcação naufragada que é um dos principais pontos turísticos de Rio Grande, e a Praia do Mar Grosso, em São José do Norte. Por terra, a Brigada Militar (BM) realiza averiguação na região costeira de São José do Norte, e os Fuzileiros Navais da Marinha fazer varreduras ao sul dos molhes, na extensão da Praia do Cassino.

As duas aeronaves destacadas para o serviço de buscas, um helicóptero modelo Esquilo, da Marinha, e um Black Hawk , do 5º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação da Força Aérea Brasileira (FAB), em Santa Maria, não conseguiram sobrevoar a área delimitada pela Marinha neste sábado, em razão do mau tempo. Ao menos duas vezes os helicópteros tentaram operar, mas voltaram para a base devido à falta de visibilidade. O efetivo total mobilizado para atuar em campo é de 51 pessoas.

— Em relação às aeronaves, nós tentamos umas janelas (de tempo mais estável). A chuva passa, a aeronave tenta decolar e vai até onde ela pode. Ontem (sexta-feira), nós conseguimos cobrir uma área de busca com aeronave da FAB, mas a nossa aeronave não conseguiu — disse o capitão de mar e terra Glauco Calhau, chefe de operações do comando do 5º Distrito Naval, complementando que o apoio aéreo é fundamental nesse tipo de operação.

Segundo a Somar Meteorologia, o domingo será chuvoso em Rio Grande, com possibilidade de precipitação acima da casa dos 50mm. As rajadas de vento serão moderadas de acordo com o auxiliar técnico da Somar Lucas da Silva. Se a previsão se confirmar, a Marinha terá mais um dia complicado nas buscas pelo Dom Manoel XVI.

O sumiço do barco

Os barcos pesqueiros Dom Manoel XV e Dom Manoel XVI navegavam na área do Farol da Solidão, próximo ao município de Mostardas, no Litoral Norte, na quinta-feira (10). Por volta das 14h30min, os comandantes das embarcações decidiram voltar para Rio Grande em razão do mar agitado. A intenção deles era de ancorar na barra na cidade da Região Sul por volta das 6h de sexta-feira, mas no retorno, por volta das 4h da madrugada de sexta, a tripulação do Dom Manoel XV perdeu contato visual e todo tipo de comunicação com o Dom Manoel XVI. Desde então, ele segue desaparecido.

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