Dia S: os compromissos do poder público para melhorar  a Segurança Arte DC / Reprodução/Reprodução

Palavras mais utilizadas nas entrevistas do Dia S

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No Dia S da Segurança, autoridades entrevistadas pelos jornalistas da NSC Comunicação traçaram medidas de ação e compromissos para reverter a onda de criminalidade em Santa Catarina. Foi unânime entre os participantes a necessidade de um projeto conjunto e integrado que contemple políticas públicas em um enfrentamento social às causas do problema, e não apenas frentes de repressão. Acompanhe abaixo as avaliações das autoridades e as promessas de cada um.

"É preciso prender bem, juntar boas provas", avalia o coronel Araújo Gomes. O Subcomandante-geral da Polícia Militar no Estado falou em nome da Secretaria de Estado da Segurança Pública. Ele reconheceu que as taxas de homicídios preocupam, especialmente em Joinville e Florianópolis, e apontou o índice de 10 mortes para cada 100 mil habitantes como uma meta a ser buscada. Hoje, Florianópolis, Joinville e Itajaí têm números acima desse patamar. A estratégia da polícia, destacou o coronel, é aperfeiçoar atividades de inteligência para se antecipar às ações criminosas, especialmente casos de vingança ligados ao tráfico. O combate a homicídios e roubos foi destacado como prioridade. 

Leia a entrevista com Araújo Gomes

"Acredito na atuação conjunta", diz João Alexandre Acosta, promotor coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal. Agir com as promotorias regionais de segurança pública, mapear, identificar e propor soluções foram algumas das promessas para frear a criminalidade em SC. Ele defendeu um projeto conjunto na área e cobrou políticas públicas de Estado e das prefeituras. Acosta se mostrou preocupado com o avanço das facções, mas entende que se trata de um problema nacional. Indagado pelo crescimento das mortes violentas, o promotor enalteceu o trabalho das polícias, destacando o índice de resolubilidade dos homicídios em SC como um dos mais altos do país.

Leia a entrevista com João Alexandre Acosta 

"Sofremos com a falta de agentes", diz o secretário-adjunto de Justiça e Cidadania, Leandro Lima. Ele falou sobre os principais desafios do sistema prisional no Estado. Destacou que a prisão de segurança máxima de São Cristóvão do Sul está pronta, mas fechada por falta de equipamentos e agentes, e prometeu ativá-la até o final do ano. A pasta espera autorização de um concurso público, ainda sem previsão. Sobre as ondas de violência que afetaram SC nos últimos anos, Lima afirma que é preciso um trabalho conjunto entre instituições e sociedade. Prometeu ainda aumentar o número de detentos trabalhando no Estado até o fim do ano.

Leia a entrevista com Leandro Lima

"Quem prende é o Judiciário", entende Cinthia Bittencourt Schaefer, desembargadora e coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Tribunal de Justiça. Ela é defensora de modelos em que as unidades prisionais sejam construídas para abrigar números menores de presos, visando a melhor aceitação da comunidade. Para Cinthia, isso poderia facilitar a reintegração do indivíduo na sociedade. A desembargadora é contrária à redução da maioridade penal e ao livre armamento da sociedade civil. Ela ressalta que já esteve na turma de juízes de primeiro grau e defende que não se pode prender e manter alguém encarcerado desnecessariamente.

Leia a entrevista com Cinthia Bittencourt Schaefer

"Facção criminosa não é problema só do Estado", diz o deputado federal João Paulo Kleinübing (PSD), coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense. Ele pontuou que não pode falar em nome da bancada do Estado sobre questões como desarmamento ou unificação das polícias. No entanto, defendeu que seja permitido ao cidadão o direito de ter uma arma e que seria mais eficiente reunir esforços para que polícias Civil e Militar trabalhem juntas. Kleinübing destacou as ações previstas para Santa Catarina no Plano Nacional de Segurança como uma prioridade a ser cobrada pelos parlamentares catarinenses em Brasília. O deputado ainda reforçou que o enfrentamento às facções criminosas não deve ser uma missão exclusiva do Estado.

Leia a entrevista com João Paulo Kleinübing

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