Maré alta assusta, mas não é novidade para moradores antigos de Florianópolis Diorgenes Pandini/Diario Catarinense

Foto: Diorgenes Pandini / Diario Catarinense

As recentes movimentações da maré na Ilha de Santa Catarina têm assustado e impressionado muita gente. Até mesmo entre os especialistas não há um consenso definitivo sobre as causas e como evitá-las. Ou quando, e se, a faixa de areia vai voltar ao que era. Mas para os moradores mais antigos o fato não chega a ser novidade. 

Qualquer pessoa que for ao cartório Natividade, em Cachoeira do Bom Jesus, vai encontrar milhares de documentos em referência à Praia do Armazém, que era como se chamava a orla daquela região no norte da Ilha. O nome vem do principal entreposto de mercadorias da região, construído no início do século 19 pelo comerciante Juvenal Pereira.

Naquela época, Cachoeira do Bom Jesus era o "interior" da localidade. O armazém que deu nome à praia, a exemplo de centenas de lotes de terra à beira-mar, foi literalmente engolido pelo avanço da maré a partir da década de 1950. Naquela época aquecimento global e mudanças climáticas eram termos que nem sequer haviam sido criados.  

As razões da movimentação do mar, tal qual como ocorre hoje, sempre foram um mistério para os nativos da Cachoeira, mas que não é novidade, ah isso não é.

Bem na foto
O secretário de Comunicação do Estado, João Debiasi, fez as honras do governo ao apresentar para todo o colegiado e servidores as conquistas obtidas em São Paulo na semana passada, com o prêmio Destaque Internacional de Competitividade e o segundo lugar no ranking de competitividade dos Estados. Debiasi foi convocado pelo governador Raimundo Colombo para fazer a apresentação, mostrando todos os pontos da conquista de SC, no Teatro Pedro Ivo completamente lotado nesta sexta.

Aliás
Foi visível entre os que ocupavam a primeira fila do Pedro Ivo o desconforto do secretário do Planejamento, Murilo Flores, que entendia ser ele quem deveria fazer a apresentação das conquistas de Santa Catarina.

Enquanto isso...
Ao final do ato, Colombo transmitiu o cargo para o vice, Eduardo Pinho Moreira, que se casa neste fim de semana. E aproveitou para presentear o casal com uma garrafa de champanhe produzido na Serra Catarinense e duas taças de cristal com os iniciais dos noivos. O governador embarcou para Lisboa para o aniversário do amigo Jorge Bornhausen.

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Papo rápido com Luciane Mortari, presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-SC

Quais os desafios que as advogadas enfrentam no dia a dia da profissão?
Os desafios são os mesmos que outras mulheres vivenciam em qualquer profissão. Vão de assédio à discriminação salarial, passando por boicote à participação em cargos de direção. As mulheres ganham menos, são vítimas de brincadeiras e piadas de mau gosto, de conteúdo sexista, e também são tolhidas quando manifestam intenção de ocupar cargos importantes. Mas estamos prontas para mudar isso. Do nosso jeito, com inteligência, persistência e foco, estamos chegando lá.

Como ser protagonista num ambiente que ainda é essencialmente masculino? As mulheres já representam quase metade dos advogados inscritos na Ordem. Não há outra forma senão lutar pelo espaço que entendemos pertencer também nós. Na OAB, nossa meta é até o final de 2018 criar comissões da mulher advogada em cada uma das subseções. Estamos bem perto disso e, é importante que se diga, o presidente Paulo Brincas tem sido um grande incentivador nesta caminhada. Por exemplo, nos próximos dias 5 e 6, em Joinville, ocorre a VI Jornada Catarinense da Mulher Advogada, promovida pela OAB/SC.

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