Foto:

Há seis meses as crianças e jovens atendidos pela ONG Autonomia _  que atua em Florianópolis no acolhimento e empoderamento de famílias de autistas e de pessoas com necessidades especiais _ estão criando e ensaiando um grande espetáculo. Segunda-feira, dia 4, o resultado de tanta dedicação será exibido no palco do auditório do cinema do CIC, a partir das 19h30min. O nome do show é inspirador: Pescadores de Sonhos. O projeto experimental tem direção musical de Bárbara Trelha e direção de arte de Cláudio Duarte, dois experts que decidiram abraçar esta ideia tão bacana de dar voz e oportunidade a estes “artistas” especiais.

Acompanhe as colunas de Viviane Bevilacqua

Andrea Monteiro, coordenadora da Autonomia, explica que o espetáculo busca aflorar os potenciais criativos deste grupo de jovens atendidos pela ONG, por meio de manejo musicoterápico e atividades de movimento e som. Cada participante escolheu sua canção predileta, assim como seus movimentos. Em cima desses desejos, Cláudio e Bárbara foram dando molduras cênico-poéticas, construindo a apresentação como um todo. Para dar ainda mais identidade ao trabalho, os alunos, durante todo este segundo semestre, confeccionaram as imagens que compõem a paisagem visual do espetáculo, amparados pelo olhar de Cláudio, que é artista plástico. ''Nesse processo, reconhecimentos mútuos, gargalhadas e enfrentamentos foram desbloqueando as amarras tão impostas por uma sociedade normativa e rígida. Cada um em seu retalho de pano, seu pedaço de sonho, costura nesse espetáculo uma linda lenda que mistura sonho, mar, poesia e movimento'', antecipa o diretor. Os convites _ ao custo simbólico de R$ 10 que serão repassados à ONG Autonomia _ podem ser retirados no Espaço Nawá Barê ou então na hora, no CIC, mas há o risco de se esgotarem antecipadamente.

A ONG Autonomia iniciou em Florianópolis em 2009, e hoje realiza seis atividades semanais com a participação de crianças e jovens com autismo e/ou outras deficiências. Todas elas visam aprimorar o equilíbrio, coordenação motora, força, consciência corporal e também o desenvolvimento de vínculos e relações significativas, criando um ambiente propício para o aumento da autoestima, da coragem, do respeito, da comunicação e da empatia. A aquaterapia (na piscina da Udesc) foi a primeira atividade a ser proposta. Hoje, a ONG oferece também  arteterapia (em uma sala do CIC); a cavalgada assistida (nas Baias Moçambique),  a Oficina da Terra (Parque Ecológico do Córrego Grande, em parceria com a Floram), a musicoterapia e a oficina de arte (ambas também no CIC).  Um trabalho incrível, que vem demonstrando excelentes resultados, e que deve ser ampliado ainda mais em 2018, com novas oficinas e parcerias. 

Leia as últimas notícias do Diário Catarinense


 Veja também
 
 Comente essa história