Os socorristas prosseguiam nesta sexta-feira com a busca de sobreviventes sob a lama, após o terremoto de 6,6 graus de magnitude que abalou na quinta a ilha de Hokkaido, no norte do Japão, matando ao menos 16 pessoas.

Na pequena localidade de Atsuma, próxima ao epicentro do tremor, 26 pessoas permanecem desaparecidas, em meio a casas devastadas por deslizamentos de terra.

Durante toda a noite, os socorristas buscaram sobreviventes, com a ajuda de escavadeiras e cães farejadores, um trabalho dificultado por tremores secundários.

"Muitas pessoas seguem sob a terra. Trabalhamos sem descanso mas os esforços de resgate são difíceis", comentou um militar das Forças de Autodefesa à rede de televisão NHK.

"Neste momento, há 16 mortos, muitos feridos e não temos notícias de 26" pessoas, informou o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, em reunião dedicada à catástrofe.

Fotografias aéreas mostraram montanhas literalmente divididas em dois por deslizamentos de terra que arrancaram todas as árvores na encosta e enterraram casas inteiras.

Militares das forças de autodefesa chegaram à área para participar de operações de resgate. Cerca de 25.000 soldados foram mobilizados.

O epicentro do tremor foi situado 62 km a sudeste da capital regional, Saporo, apenas dois dias após um tufão causar importantes danos na região ocidental de Osaka.

O terremoto foi seguido por um abalo secundário de 5,3 graus e por outros tremores menores.

Após um corte de eletricidade devido à paralisação de todas as usinas da região, 40% da população da ilha já tinha recuperado o fornecimento na manhã desta sexta-feira, segundo a empresa Hokkaido Electric.

Os serviços de transporte regressavam progressivamente à normalidade e os trens de alta velocidade voltam a circular na parte da tarde.

O aeroporto de Sapporo voltou a operar, após permanecer fechado na quinta-feira, quando foram anulados mais de 200 voos.

Mas a partida de futebol entre as seleções de Japão e Chile, prevista para esta sexta-feira, foi cancelada.

As autoridades alertaram para o risco de novos tremores: "Fortes abalos secundários ocorrem geralmente nos dois, ou três, dias seguintes", disse Toshiyuki Matsumori, encarregado de vigilância de tsunamis e terremotos da agência meteorológica."O risco de desabamento de casas e de deslizamentos de terra pode ter aumentado nas zonas que sofreram fortes abalos. Pedimos à população que preste atenção na atividade sísmica e nas chuvas, e que evitem as zonas de risco", advertiu Matsumori.

* AFP

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