AO VIVO: acompanhe o debate entre os candidatos ao governo de SC e a verificação das declarações Leo MUnhoz/Leo MUnhoz

Foto: Leo MUnhoz / Leo MUnhoz

Na noite desta terça-feira (2), na NSC TV, ocorre o último debate televisivo do primeiro turno das Eleições 2018 com os principais candidatos ao governo de Santa Catarina. Participam os seis candidatos cujos partidos ou coligações têm cinco ou mais representantes no Congresso Nacional, conforme previsto pela lei eleitoral: Camasão (PSOL), Comandante Moisés (PSL), Décio Lima (PT), Gelson Merisio (PSD), Jessé Pereira (Patriota) e Mauro Mariani (MDB).

 

Confira como foi o debate bloco a bloco

Primeiro bloco

O último debate entre os concorrentes ao governo de Santa Catarina, realizado pela NSC a cinco dias do primeiro turno das eleições 2018, iniciou às 22h04, com mediação do apresentador Mário Motta.  

O primeiro bloco foi de perguntas com tema livre entre os candidatos. A ordem das perguntas foi estabelecida por sorteio realizado antes do debate com a presença de representantes de todos as coligações/partidos. 

O primeiro a perguntar foi Leonel Camasão. Ele perguntou a Gelson Merisio sobre a denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) sobre enriquecimento ilícito do candidato. Merisio se defendeu dizendo que não é investigado e que a denúncia foi feita por correligionários do MDB em Chapecó. 

Gelson Merisio perguntou a Mauro Mariani sobre quem o candidato do MDB vai apoiar no segundo turno das eleições presidenciais. Mariani esclareceu que seu candidato é Henrique Meirelles e disse que sua aliança é com a centro-direita.

Mariani fez sua pergunta a Comandante Moisés. O assunto foi agricultura, e no início da resposta, Moisés afirmou que é ele o candidato de Bolsonaro em Santa Catarina. Na resposta, Moisés disse que vai garantir empréstimos para garantir benefícios junto aos agricultores. Na réplica, Mariani aproveitou para falar sobre sua proposta de criar usinas de asfalto pelo Estado.

Comandante Moisés perguntou a Décio Lima sobre a criação de um órgão público para a saúde pública. Décio iniciou sua resposta afirmando que o problema da saúde catarinense não é culpa de Dilma, mas dos governos de SC que permitiram que a saúde tivesse meio milhão de catarinenses na fila para atendimento. Moisés, na réplica, prometeu enxugar a máquina pública e melhorar a saúde sem criar órgãos públicos.

Jessé Pereira perguntou a Leonel Camasão sobre propostas de educação. Camasão explicou que sua proposta é melhorar piso e plano de carreira, além das condições de trabalho dos professores. 

Décio Lima fez pergunta para Jessé Pereira sobre segurança pública. Na resposta, Jessé se apresentou antes de entrar no assunto sobre o qual foi perguntado. Na réplica, Décio aproveitou para falar de sua proposta de criar um sistema único de segurança pública. Na tréplica, Jessé falou que vai trazer uma tecnologia israelense de segurança para o Estado.   

Segundo bloco

Foram sorteados temas para as perguntas desta rodada.  O primeiro a perguntar foi Leonel Camasão. Ele perguntou a Mauro Mariani sobre fechamento 58 escolas no Estado nos últimos governos. Mariani respondeu que foi contra estes fechamentos. 

Mauro Mariani recebeu o tema "gestão da dívida" para realizar a pergunta. Escolheu Jessé Pereira para responder sobre o gerenciamento da dívida de SC. Jessé disse que vai a Brasília buscar dinheiro do pacto federativo. Na réplica, Mariani explicou que vai buscar o renegociamento da dívida catarinense. 

Dentro do tema "atração de investimentos", o Comandante Moisés perguntou a Gelson Merisio sobre política fiscal. A resposta de Merisio foi de que vai buscar segurança jurídica para receber investimentos. Moisés, na réplica, defendeu que vai fazer mudanças na política tributária em áreas como o turismo.

Gelson Merisio perguntou sobre propostas para "corte de gastos" a Décio Lima. Décio afirmou que vai extinguir ADRs e fazer associações com os municípios. Merisio falou na réplica que vai exonerar 1,2 mil servidores em cargos comissionados. Ele também criticou os concorrentes que durante a campanha apenas falam mal de Santa Catarina e não reconhecem qualidades do Estado. Décio, na tréplica, disse que Santa Catarina foi preterida nos últimos governos estaduais e que fará uma gestão com "causa".  

A pergunta sobre o quinto tema, "investimento em tecnologia", coube a Décio Lima, que a fez para Camasão. Camasão explicou suas propostas para tecnologia e educação, inclusive afirmando que vai aumentar os investimentos na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Décio, na réplica, também aproveitou para falar de propostas para educação pública e também para a educação de universidades comunitárias. Também disse que vai transformar o Estado em pólo de produção tecnológica.  

Jessé Pereira perguntou sobre o tema "privatização" para Comandante Moisés. Moisés criticou a administração estatal de maneira geral e falou de ações nas empresas públicas. Jessé Pereira falou na réplica que as empresas públicas não podem ter cargos ocupados por políticos. Moisés, na tréplica, defendeu também ações entre o poder público e privado.   

Terceiro bloco

Décio Lima começou perguntando esta rodada de tema livre. Fez questionamento a Mauro Mariani sobre isenções fiscais. Mariani disse que este dispositivo pode incentivar o desenvolvimento de determinada região, mas que considera que isenções para "dois ou três" devem acabar. Décio fez a réplica dizendo que o MDB está no governo há 16 anos e não modificou as políticas de isenção. Mariani retomou a fala e defendeu a política de desoneração agressiva, falando que esta é a maneira de atrair investimentos externos. 

Comandante Moisés questionou Merisio. Perguntou se ele reconhece que o PSL é o melhor para Santa Catarina, já que Merisio vai votar em Bolsonaro para a Presidência. Merisio explicou que não apoiou Dilma nem Lula, e disse está apoiando Bolsonaro porque ele representa mudança na política nacional. Comandante Moisés críticou quem "pega carona" na popularidade do presidenciável do PSL e reafirmou que é ele o candidato de Jair Bolsonaro. Merisio se posicionou dizendo que abriu o voto para antecipar a polarização que deve ocorrer no segundo turno.  

Merisio perguntou a Mariani sobre as deficiências do Detran de Santa Catarina. Mariani disse que vai modernizar o órgão de trânsito com responsabilidade, respeitando os prestadores de serviço da área. Merisio usou a réplica para dizer que sua proposta é que burocracias como emplacamento de carros possam ser feitas pelo celular. A tréplica de Mariani reforçou a importância de não destruir a estrutura que existe até hoje. 

Jessé Pereira perguntou a Leonel Camasão se ele acredita nas propostas dos candidatos que têm mais tempo de propaganda gratuita. Camasão respondeu dizendo que estes outros candidatos representam a velha política e que Merisio, por exemplo, anunciou que votará em Bolsonaro após dizer que ficaria neutro no primeiro turno. Na réplica, Jessé Pereira disse que não teve tempo na televisão, mas se disponibilizou a conversar com eleitores em seu telefone particular. 

Mariani escolheu Gelson Merisio para responder se sabe quantas pessoas ele indicou para as secretarias regionais dos governos anteriores. Merisio disse que Mariani, em resposta a Camasão, não falou que participa do atual governo. Além disso Merisio disse ter orgulho de ter feito parte do governo de Raimundo Colombo. A réplica de Mariani foi dizendo que Merisio indicou cem pessoas para as secretarias regionais. Na tréplica, Merisio questionou por que Mariani não assume que o atual governador (Eduardo Pinho Moreira) faz parte de seu partido. 

Camasão fez sua pergunta para Décio Lima. Questionou sobre a discussão anterior, dizendo que foi a representação da política catarinense atual. Décio concordou, afirmando que este é o problema de Santa Catarina nos últimos dezesseis anos. Camasão, em sua fala, prometeu que vai fechar secretarias regionais e evitar que o dinheiro deixe de ir para os serviços públicos. Décio Lima, na tréplica, disse que, se eleito, vai governar pelo Estado, não pelo partido.  

Quarto bloco

Este último bloco foi com temas sorteados. Leonel Camasão perguntou sobre saúde a Merisio sobre a fila de espera de meio milhão de pessoas na saúde pública. Merisio respondeu que o governo de seu partido cuidou da saúde e que a média de idade no Estado demonstra isso. Também ressaltou que a tecnologia deve ser usada para melhorar a gestão da saúde. Na réplica, Camasão disse que desde Luiz Henrique da Silveira haviam problemas como a "ambulancioterapia" e que acha que não será agora que este problema irá mudar. Merisio finalizou dizendo que criará um hospital público e investirá os 15% obrigatórios de recursos em saúde. Prometeu que fará uma gestão técnica na saúde. 

Mauro Mariani perguntou as propostas de segurança pública para Jessé Pereira. O candidato disse que tem pessoal que entende de segurança em no partido para construir políticas na área. Prometeu que vai investir em tecnologia e vai recuperar as delegacias do Estado. Mariani, na réplica, cumprimentou as polícias do Estado e disse que Santa Catarina tem boas condições na área. Jessé encerrou falando do salário baixo dos funcionários da segurança. 

Jessé Pereira perguntou como a Comandante Moisés atrairá investimentos federais em infraestrutura. O candidato falou que vai, com a parceria de Jair Bolsonaro como presidente, diminuir impostos e manter dinheiro no Estado. Na réplica, Jessé afirmou que vai buscar em Brasília os recursos que o Estado envia à federação em impostos. 

Merisio perguntou sobre combate a facções criminosas a Jessé. Ele respondeu que se unirá com igrejas cristãs para tratar dependentes químicos. Merisio, na réplica, disse que a prioridade de seu governo será o combate à criminalidade. Jessé finalizou explicando que vai combater o crime com estrutura militar, mas que em primeiro lugar vai tirar os dependentes de drogas do vício com ajuda de igrejas.

Comandante Moisés perguntou para Camasão sobre propostas de criação de emprego. Camasão criticou a reforma trabalhista aprovada pelo governo de Michel Temer. Considerou que é preciso eleger deputados que defendam a revogação da reforma. Também disse que quer investir em pequenos negócios, pequenas propriedades rurais e cooperativas. 

Décio Lima perguntou a Camasão sobre propostas de emprego no agricultura. Camasão continuou sua fala sobre a importância de cooperativas e pequenas propriedade no Estado. Disse que fará programas para estes agricultores através da Epagri e da secretara de Agricultura. Décio, na réplica, disse que vai implantar um programa para que os agricultores familiares possas agregar valor aos produtos. 

Os candidatos tiveram um minuto para as considerações finais. 

Gelson Merisio disse que quer ser governador para fazer rompimento do atual modelo, enxugar máquina pública, extinguir regionais. Diz que vai fazer maior mutirão de cirurgias eletivas e maior ciclo de crescimento econômico.

Mauro Mariani agradeceu a todos catarinenses e a Deus por permitir esse momento. Também citou seu vice, Napoleão Bernardes. 

Décio pediu reflexão do povo de Santa Catarina e uma reflexão segura para um processo efetivo de renovação.

Jessé Pereira disse que será eleito e que é a pessoa que vai reconstruir Santa Catarina. 

Comandante Moisés pediu votos para si e para Bolsonaro. Reafirmou que é ele o candidato do PSL. 

Camasão falou que o eleitor pode votar diferente. Disse que representa a mudança e a ousadia.  

Regras do debate

Foram convidados os seis candidatos cujos partidos ou coligações têm representação igual ou superior a cinco parlamentares no Congresso Nacional, conforme previsto pela lei eleitoral. 

Serão quatro blocos de discussão, sendo que no quarto bloco serão feitas também as considerações finais. As perguntas serão feitas de candidato para candidato, apenas com a condução do mediador, o jornalista Mário Motta. Serão dois blocos com perguntas de tema livre e dois blocos com perguntas de tema determinado. Nos blocos de tema determinado, a produção do programa vai escolher 12 assuntos, que foram enviados antecipadamente aos concorrentes. Esses temas estarão numa urna, no cenário, e todos serão escolhidos, por sorteio, durante o debate. Cada tema será sorteado uma única vez.

A ordem em que os candidatos farão as perguntas já foi sorteada, com a presença de representantes de todos os partidos participantes. O tempo de participação de cada candidato será o mesmo em todos os blocos, de tema livre ou determinado: 30 segundos para fazer a pergunta, 1min30s para responder, 1 minuto para a réplica e 1 minuto para a tréplica.

O debate reforça uma série de ações da NSC Comunicação dentro do projeto SC Ainda Melhor — que vai continuar após as eleições —, como reportagens especiais, entrevistas com todos os candidatos, o Comprova e páginas especiais sobre as eleições no NSC Total e G1

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