A massa falida da Chapecó Alimentos — forte exportadora alimentícia que fechou as portas em 2003 e decretou falência em 2005 — ainda tem cerca de R$ 650 milhões em bens em fase de negociação. De acordo com o síndico da massa falida, o advogado Alexandre Brito de Araújo, a meta é resolver a situação até o ano que vem. O problema é que as dívidas somam R$ 935 milhões. Nem todo mundo vai receber, mas o cenário não é tão ruim quanto quando a empresa fechou.

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A unidade de Cascavel-PR, que está arrendada para a Globoaves, está avaliada em R$ 127 milhões. A arrendatária tem interesse em ficar com a unidade via venda extraordinária. A planta frigorífica de Santa Rosa-RS está avaliada em R$ 187 milhões e a Aliben tem interesse em a adquirir de forma definitiva. Uma reunião está marcada para o dia 19 de dezembro.

Já a planta de Xaxim, que primeiro foi arrendada para a Diplomata e depois para a Aurora, está avaliada em R$ 300 milhões. O contrato vai até março de 2016. A cooperativa afirma ter interesse no negócio, mas considera alta a avaliação, até pela dificuldade de expansão por estar dentro da área urbana. A planta representa 38% da arrecadação de Xaxim.

Caixa atual

A massa falida tem R$ 223 milhões em caixa, segundo Araújo. O valor é fruto da venda da indústria de Chapecó para a Aurora, por R$ 235 milhões, em julho deste ano, aluguéis e vitórias judiciais. Também foram vendidas a unidade de suínos de Ponte Serrada, para a Cooperalfa, por R$ 10,9 milhões; e a unidade comercial de Barueri-SP, para a Log Frio Logística, por R$ 16 milhões.

Além das unidades de Cascavel, Santa Rosa e Xaxim a massa falida da Chapecó Alimentos também está vendendo uma série de imóveis, como granjas, galpões, terrenos e apartamentos, a maioria em Santa Catarina. Os bens somam R$ 44 milhões. Os interessados devem encaminhar propostas para a 3ª Vara Cível de Chapecó, até o dia 23 de novembro. Outras informações no site www.falenciachapeco.com.br

DIÁRIO CATARINENSE
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