A Diretoria de Fiscalização da Fatma notificou a Companhia Nacional de Saneamento (Conasa – Águas de Itapema) para que apresente esclarecimentos sobre a mancha que apareceu no domingo no Rio Perequê, em Porto Belo.

Embora ainda não haja uma conclusão sobre a causa da mancha, o órgão ambiental quer saber se houve algum incidente nos últimos dias. 

Em nota à imprensa, a Conasa afirmou que a estação de tratamento de esgoto "opera na mais absoluta normalidade, obedecendo a todos os parâmetros de qualidade exigidos na legislação" e que o "efluente tratado não tem qualquer relação com o despejo irregular de esgoto identificado na praia do Perequê ".

Declarou, ainda, que "afirmações apressadas" buscaram "responsabilizá-la de maneira irresponsável", e que "é de domínio público que já foram identificadas diversas fontes de lançamento irregular de efluentes".   

  "Característica física da mancha não condiz com esgoto", afirma gerente da Fatma  

O repórter fotográfico Lucas Correia, do Sol Diário, sobrevoou no início da tarde a área onde está a mancha. As fotos mostram que ela continua avançando sobre o mar em Porto Belo. Além do Rio Perequê, a Lagoa do Perequê também está manchada _ o que pode indicar outra fonte de poluição.

Durante a tarde bombeiros e fiscais da Fatma fizeram coletas de água no Rio Perequê, antes e depois da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) operada pela Conasa. Também foram retiradas amostras da água do mar nas praias de Perequê e Itapema, para avaliar possíveis alterações à balneabilidade.

A gerência regional da Fatma vai solicitar ao Batalhão Aéreo da Polícia Militar apoio para um sobrevoo. 

Relatório 

A análise das amostras coletadas pela Fatma leva 24 horas. Os técnicos avaliam o número de coliformes fecais, que indicam a presença de matéria orgânica em excesso na água. É o que vai confirmar se se trata de esgoto, e se há implicações à balneabilidade.

Nesta segunda-feira, os bombeiros recomendaram que os banhistas se afastassem da água do mar no trecho atingido pela mancha. 

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