O Porto de Itajaí recebe neste sábado o navio San Vicente, do armador Hamburg Süd. A atracação marca o retorno ao terminal do serviço Ásia, que deixou Itajaí em 2015 e desde então operava em Navegantes. A retomada é comemorada pela APM Terminals, arrendatária do porto que negociou a volta da linha para Itajaí. A saída do serviço, há dois anos, reduziu a movimentação do porto pela metade e agravou a crise de arrecadação na cidade.

O navio, de bandeira liberiana, chega pela manhã e permanece até o fim da tarde para a movimentação de contêineres. É uma das 13 embarcações que integram o serviço, operadas pelos armadores Hapag Lloyd, NYK, Hamburg Süd, ZIM, UASC e HMM. A expectativa é que a retomada do serviço renda a Itajaí um incremento de 20% nas operações, um reforço positivo em geração de trabalho e em retorno de impostos.

O volume total de incremento, no entanto, só será possível mensurar a partir do ano que vem. Por enquanto, as atracações serão quinzenais porque apenas sete dos 13 navios que integram o serviço podem entrar no Complexo Portuário do Itajaí _ os outros seis têm tamanho acima do limite atual, que é de 305 metros de comprimento.

Os armadores contam com o término das obras da primeira fase da nova bacia de evolução _ a área de manobras dos navios _ para garantir que todas as embarcações que integram o serviço possam operar em Itajaí. A obra abrirá espaço para a entrada de navios de até 336 metros.

Segundo informações da Secretaria de Estado da Infraestrutura, os trabalhos estão dentro do prazo previsto e ficam prontos em abril de 2018. A partir daí, as operações do serviço Ásia em Itajaí passam a ser semanais.

Ricardo Arten, diretor superintendente da APM Terminals no Brasil, diz que a expectativa é de um aumento de até 4 mil contêineres movimentados por mês em Itajaí.

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