Anac diz que padre não tinha autorização para vôo Divulgação/

A Anac considera o que o padre fez como um esporte aéreo

Foto: Divulgação

Se, ao invés de cair, o padre Adelir de Carli tivesse sido atingido por um avião? A possibilidade existia, segundo Neli Trindade, assessora técnica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em Brasília. E, por conta disso, as aeronaves e as autoridades precisariam ter sido avisadas do vôo, mas não foi isso que aconteceu.

— Ele invadiu o espaço aéreo brasileiro. O fato de ter dito que "voaria acima das nuvens" caracteriza uma altura acima de 29 mil pés (8,8 mil metros), que é o espaço aéreo — disse.

Funcionários do departamento de controle de espaço aéreo (Decea em Curitiba, ligado à Aeronáutica), Anac e o Cindacta 2, central de monitoramento nacional de aviação que fica em Curitiba (PR), afirmam que não houve contato.

— Esse tipo de vôo é inédito no Brasil. Não há qualquer legislação sobre o assunto. É um tipo de vôo livre. A Anac considera isso um Aerodesporto (esporte aéreo) — completou Neli.

Ainda de acordo com a agência, o padre tomou a iniciativa por "sua conta e risco, e sabia que poderia causar danos a ele mesmo e a terceiros".
AN.COM.BR
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