Um atacante com sotaque espanhol na Chapecoense Raquel Heidrich/

Fabinho jogou quatro anos em El Salvador

Foto: Raquel Heidrich

O sotaque espanhol é uma novidade nos treinos da Chapecoense. Não que o clube do Oeste tenha contratado um jogador estrangeiro. É que o atacante Fabinho ainda está se readaptando ao português, depois de quatro anos jogando em El Salvador.

A mistura de portunhol gerou gozação no clube:
 
— O pessoal zoa comigo — disse.

Em casa, ele continua falando em espanhol por causa do filho, Gabriel, de quatro anos, que nasceu em El Salvador.

Fabinho disse que tem muito carinho pelo país da América Central, principalmente devido ao reconhecimento pela torcida. Lá ele foi campeão nacional em 2007, pelo Metapan, marcando o gol do título, já na prorrogação. Jogou também no Aguila, San Salvador e Platense.

Mas teve também alguns momentos complicados, como a adaptação à comida e ao idioma. No início recebeu um apelido que significava o órgão sexual masculino.

A violência acabou sendo decisiva para seu retorno. Ele foi assaltado três vezes e sua mulher, Jaqueline, quase foi sequestrada com o filho. A saudade dos familiares e amigos, também pesou. Como teve uma passagem de destaque na Chapecoense em 2004, quando o time chegou no quadrangular final e chegou a aplicar 5 x 1 no Figueirense, decidiu retornar ao clube.

— Quero terminar o que não consegui em 2004 — disse Fabinho, almejando o título Catarinense.

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