CORREÇÃO: Das 11h46min do dia 21/05/2009 até às 17h40min desta segunda-feira, este site informou equivocadamente que os envolvidos na Operação Moeda Verde, da Polícia Federal, seriam julgados no dia 3 de junho. Na verdade, serão julgados questões relacionadas com a operação. Não há ação penal contra os indiciados, pois eles não foram denunciados pelo Ministério Público. O texto foi corrigido.
Questões relacionadas à Operação Moeda Verde, da Polícia Federal (PF), serão julgadas no dia 3 de junho pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. Entre os itens que estarão em análise pelos desembargadores federais, está o recurso do Ministério Público Federal (MPF) contra a decisão da Justiça Federal em Florianópolis que determinou a remessa do inquérito para o Tribunal em função do indiciamento pela Polícia Federal do prefeito de Florianópolis, Dário Berger, que tem foro privilegiado.

Foram indiciadas 54 pessoas em Santa Catarina, entre empresários, agentes públicos e políticos, por crimes contra o meio ambiente e o patrimônio genético; formação de quadrilha; falsidade ideológica; corrupção passiva; prevaricação; advocacia administrativa; crimes do sistema nacional de armas; tráfico de influência e corrupção ativa.

O caso começou no dia 29 de abril de 2007, quando a delegada Julia Vergara pediu a prisão temporária de 22 suspeitos de participar de um esquema de compra e venda de licenças ambientais e até mudança de leis e atos administrativos por vereadores para beneficiar grandes empreendimentos em Florianópolis. A maioria das prisões foi feita no dia 3 de maio daquele ano.

No dia 15 de outubro, a delegada entregou a conclusão do inquérito e confirmou o indiciamento dos 22 suspeitos iniciais na operação. Quatro dias depois, ela disse que havia mais de 40 indiciados. No dia 22 daquele mês, foram conhecidos os 54 indiciados na operação.

Um dia depois, o juiz Zenildo Bodnar decidiu encaminhar o inquérito da Operação Moeda Verde ao Tribunal Regional da 4ª Região, em Porto Alegre, porque o prefeito de Florianópolis, Dário Berger, um dos indiciados, tem foro privilegiado. Em fevereiro do ano passado, o desembargador Luiz Fernando Penteado, do TRF4, suspendeu provisoriamente o indiciamento de Dário Berger.
DIÁRIO CATARINENSE
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