A Justiça marcou para 20 de agosto o julgamento de questões relativas à Operação Moeda Verde. Deflagrada pela Polícia Federal em 3 de maio de 2007, a investigação levou políticos, empresários e servidores do alto escalão de órgãos públicos de Florianópolis para cadeia por suspeita de integrarem um suposto esquema de venda de licenças ambientais.

O relatório da delegada Julia Vergara, que coordenou a operação, indiciou 54 pessoas, incluindo o prefeito da Capital Dario Berger. Por causa do cargo, ele tem direito a foro privilegiado e o caso foi transferido para o 4º Tribunal Regional Federal (TRF-4), em Porto Alegre.

Em 20 de agosto, os seis desembargadores da 4ª Seção Criminal vão determinar se o processo volta para Santa Catarina, segue em Porto Alegre ou tramita simultaneamente nas duas instâncias. Também será decidido se a ação penal ficará a cargo da Justiça Federal ou Estadual.

A assessoria de imprensa do TRF-4 informou que o julgamento deve ser fechado ao público porque serão lidos trechos de intercepções telefônicas mantidos sob segredo de Justiça. O relator será o desembargador Luiz Fernando Wowk Penteado.

Ele deveria ter lido o voto em 3 de junho, data em que estava prevista apreciação da Moeda Verde pela 8ª Câmara Criminal. No entanto, um entendimento jurídico transferiu a decisão para a 4ª Seção criminal.

O Ministério Público Federal é representado pelo Procurador Regional da República Paulo Girelli. Em dezembro do ano passado ele encaminhou um parecer defendendo que parte do processo fique com a Vara Federal Ambiental de Florianópolis, e o restante seja encaminhado para o Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Na avaliação dele, não há nada na Moeda Verde que seja atribuição do TRF-4.
DIÁRIO CATARINENSE
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