Há seis anos, Florianópolis teve seu próprio apagão Ulisses Job/Banco de Dados DC, 29/03/2003

Iluminação em apenas metade da ponte Hercílio Luz foi uma das marcas do blecaute

Foto: Ulisses Job / Banco de Dados DC, 29/03/2003

Já faz seis anos, mas muita gente ainda se lembra. Assim como ocorreu nesta terça-feira em nove estados do Brasil e no Distrito Federal, em 29 de outubro de 2003 Florianópolis viveu o maior apagão da sua história e o caos se instalou na cidade.

Os moradores da Ilha de Santa Catarina ficaram sem energia elétrica em suas residências por 55 horas. O corte começou por volta das 13h, após incêndio em uma das galerias da Ponte Colombo Salles.

Os cabos condutores de média e alta tensão estavam sendo consertados por uma equipe da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc). A explosão danificou cerca de 80 metros da laje superior da ponte. Dois funcionários da Celesc jogaram-se ao mar, enquanto outros três deixaram o local às pressas. Todos sobreviveram.

— Entramos por aqui. Andamos 150 metros até o começo da fumaça. Se hoje repetíssemos a cena, teríamos que arrebentar os cadeados e as correntes que por medida de segurança lacram os alçapões nos extremos da Ponte Colombo Salles — lembrou o tenente Aldrin Silva de Souza um ano após o colapso.

Souza foi o primeiro oficial dos bombeiros de Santa Catarina a chegar ao local. O blecaute criou um clima tenso, de medo e fragilidade. Semáforos deixaram de funcionar, famílias inteiras ficaram incomunicáveis e as 55 horas tornaram-se intermináveis.

Providências

A Celesc foi multada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em R$ 7,9 milhões por manutenção inadequada. Ação conjunta dos ministérios públicos Estadual e Federal também responsabilizou a empresa e exigiu o pagamento de R$ 10 milhões que devem ser revertidos em obras e serviços.
DIÁRIO CATARINENSE
 Veja também
 
 Comente essa história